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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Poema para ela


Quem me dera fosse um cometa
Com trajetória e quedas livres...
Mas eu não posso voar o planeta
Sem prestar atenção nos declives.

Nas correntes das ventanias
Nos sopros que batem no meu coração.
Na boa intenção que tive e não vingou.
Na péssima, onde tudo, tudo, acabou.

No tilintar dos mensageiros do vento
Procuro a paz que esconderam de mim.
Persigo na busca pelo ouro do tempo,
Quando paro para abrir minha janela.

A porta bate porque não tem vela acesa
Nem o corpo da princesa veio visitar.
Eu não quero um corpo nem um enfeite.
Eu quero uma mulher assim como Wânia.

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