Tenho o que tem
Quantos milhos
Na roça que vem
Pelas paredes
Dos prédios
Dentro de nós
Avenida nua
Beco de rua
Peito ardente
Fumaça queima
Sol, sal e água
Leva pronto
karma
O coração
respondeu
Salvou-se e
bateu
Meridianos,
paralelas
De mim mesmo em
ti
Saber que estou
aqui
Cavalgando tão pleno
Caravelas
motorizadas
Voam longe no
Portal
Com o destino
contado
E encerra
definitivo
E que saí do teu
lado
Fugaz aperto no
peito
Pois não era
possível
Permanecer enlaçado
Pois não éramos
dois
Nem éramos um
só
Vivemos ariscos
no sol
Separamos um do
outro
Assumimos todo o
risco
E voamos com
asas molhadas.
(Cristiano Jerônimo – 10.09.2026)










