segunda-feira, 20 de julho de 2026

Violinos violetas

 


Se a canção se for

A gente vibra som

A gente vai lá feliz

O palhaço ainda existe

Intangível solução

Faz do amargo

Uma bela canção

Foge para ser feliz.

 

Cacos do nada

Vida que diz seguir

Eles não sabem

Eles não voam

E acabam-se

Por eles mesmos

Os tiranos vocalizam

Sons aos quais sós

Sem saber que amanhã

É tão distante.

 

Não fique triste

Porque lá tem coração

As abelhas são mansas

Elas não têm mais ferrão

É no amanhã que se vive

Mate o ontem que te fere

Seja aquele que nos serve.

 

 

(Cristiano Jerônimo Valeriano- 20.07.2026)

quinta-feira, 9 de julho de 2026

DETERGENDE DE MORANGO

 


Não tem mais poema

dois versos se foram

o pasto secou e doeu

o gado malhado morreu

e não foi de sede

 

Mas de natureza,

senhoras e jovens.

 

Homens da zona rural

escutaram à noite

Trovões do fogo do dia

E lá de noite pelo mato.

 

Área mais escura e celeste

Sem a aludida tecnologia

trazendo a bela sensação

de que as muitas pessoas

Que vivem trancadas estão...

 

Numa prisão

chamada consumo

e tela de celular

Na propaganda fatal

 

Ora, coelhinho peludo sem mais 

coisa de gente que bebe ypê

E toma até querosene podre

E tira do povo a nobreza da paz.

 

Imagina detergente de morango

Condensado pela tecnologia Ypê

Porque amor e Brasil, a economia

Não explica o pavor do que se crê.

 

Liberdade!

 

 

 (cristiano jerônimo - 28.05.2026)

 

 

domingo, 7 de junho de 2026

Prefiro voar



Na vida,

a gente deveria andar

numa linha mais tênue

entre o não ter nada a perder

e o não perder tudo por nada

mas, como é longa essa estrada,

o pássaro preto do mr. paulo

prefere voar porque o tempo

não minimiza nossas distâncias

nem amadurece a nossa criança;

a largura da vida acaba até os sonhos

mas os renova para um dia renascer

às vezes o renascer vem desde a infância.

 

(Cristiano Jerônimo-06062026)

 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Ao redor da expansão


Sons de máquinas esmerilhando ferro

No peito das nossas fagulhas de aço

Domingo é um som que já se ouviu

A sexta aguça a nossa curiosidade

No rádio, diz que o que fala é verdade

Numa época em que reinam fake news

Uma vida que se materializa é milagre

Fumaça em céus de brigadeiro sem anil.


Paga caro pela liberdade e esquece a vigilância

Lembra-se daquela sua meiga e tenra infância?

Da leveza das águas e da dureza das pedras

Com a comprovação da existência das eras

O universo se expandindo em sua constância...


(Cristiano Jerônimo - 01.06.2026)

 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

DETERGENDE DE MORANGO

 


Não tem mais poema

dois versos se foram

o pasto secou e doeu

o gado malhado morreu

e não foi de sede o horror.

 

Mas danatureza,

senhoras e jovens.

 

Homens da zona rural

escutaram à noite

Trovões do fogo do dia

E lá de noite pelo mato

Viram o que não queriam.

 

Área mais escura e celeste

Sem a aludida tecnologia

trazendo a bela sensação

de que as muitas pessoas

Que vivem trancadas estão

Nos livros da nostalgia.

 

Numa prisão

chamada consumo

e tela de celular

De propaganda fatal,

 

Ora, coelhinho peludo sem mais 

coisa de gente que bebe ypê

E toma até querosene podre

E tira do povo a nobreza da paz.

 

Imagina detergente de morango

Condensado pela tecnologia Ypê

Porque amor e Brasil, a economia

Não explica o pavor do que se vê.

 

Liberdade!

 

 

 (cristiano jerônimo - 28.05.2026)

 

 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Tautológico e certeiro


Uma alma boa não está fácil

Nem serpentes com cabelos

Das que vivem perambulando

Pastorando ovelhas com sonetos

A pessoa mais indicada

Para falar mal de ti

És tu mesma e eu não pude ajudar.

 

Eu tinha uma amiga

Que era cobra todo dia

Com sua língua curva

Bifurcada abaixo do meu peito

Numa gastura insustentável

Para um passado irreparável

Eu trago aqui palavras e canções

Um pouco tímido, a minha voz tem ação.

 

É que <alma boa> está difícil

Um altruísta não está fácil

Assim, a premissa e a conclusão

São um amor tautológico e certeiro

Conduzido por um raciocínio lógico.

 

(Cristiano Jerônimo - 20.05.2026)

 

 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Vontade de ser gente


Mais de duas semanas viu-se a moça fugidia

Aquela que deixou de brilhar à noite

Passou a enfrentar o seu dia a dia

O menino preenchia o seu vazio com demandas

A menina não sabias da forma como tu andas

O encontro permaneceu perdido e confuso

A tua aura falou mais do que teus cabelos

Tua emoção se revelou muito mais no escuro.

 

(Se puderes ser constante, serás imbatível)

 

É que a vida é cheia de não pode, e pare

Não permites; e gira por todas as partes

No aroma das flores das nossas tardes

Se eu passar calado, por favor não repare.

Seria carência ou sobra, o que foi oferecido

Pelo olhar do monge budista do Oriente

Um alvo claro e calmo, fugazmente enternecido

E uma vontade transbordante de ser gente.

 

(Se puderes ser constante, serás imbatível)

 

 

(Cristiano Jerônimo - 18.05.2026)


quinta-feira, 7 de maio de 2026

Desejo de futuro


A vida vazia

a alma vadia

e um desencontro.


Não lucramos

Todo dia

Não ganhamos tanto.


Voamos com a asa

empenada!


Empenada

de penas

e avarias.


E a magia

do coração

vai aceitar

A tua vontade

e a saudade

passada.


O desejo de futuro

fará emergires

do alto do muro

e, à noite,

no escuro,

subirás

do metrô

da paulista

e desaparecerás.


 (Cristiano Jerônimo - 07.05.2026)

quinta-feira, 9 de abril de 2026

No âmago do olhar de amor

 


Quem inventou a vergonha,

Dita desde o velho mundo

E já viveu as divergências

O seu couro então endureceu

Os costumes diferiram

O amor humano foi e se perdeu

A tabuada métrica e o compasso

Das rimas girantes e tangentes

A vida na prática, onde nem se vê,

Nos mares, as ondas mais gigantes

Desafiam o rapaz e o menino, ora!

Ele nunca levou desaforo pra casa

Sempre lutou para ver tudo de novo

Quem sabe o que tem não se apavora

Foi aí que disseram que só podia ser

Aquilo que já eram, e não adiantava.

Perdões ante a matéria e sua energia

Só geravam energia com o coração

No âmago do olhar de amor objetivo

No mais distante do universo relativo

Nunca aprendi a pilotar bem o coração.

 

 

(Cristiano Jerônimo – 09042026)

quinta-feira, 12 de março de 2026

Combustível



Nestes tempos incontestes,

Não imaginaria que ela fosse voar.

 

Pelo céu das saídas forçadas da vida.

 

Nestes tempos acelerados,

As motocicletas se multiplicam.

 

E o petróleo não é mais nosso...

 

O combustível de todo o mundo

Não tem que ser só do império do norte.

 

Nestes tempos,

Que só se mira o espelho.

 

É capaz de se camuflar

E, de forma sagaz, roubar petróleo.

 

Eles deram ‘uma volta’

No Cacique Jalapão.

 

Dos que viviam aqui,

Quase todos sumiram.

 

Até mesmo as civilizações

E os seus ideários milenares.

 

 

(Cristiano Jerônimo – 11.03.2026)

terça-feira, 3 de março de 2026

daquilo que pode e não se pode


Parece que agora

chegou a minha hora

de navegar em águas

bem mais profundas...

Aquela alegria que veio,

eu não a esperei passar;

Pois, alegria se busca todo dia.

 

Acredito piamente,

sou gente; e tenho um lado

não é no mal que me enquadro

que sempre lutarei para destruí-lo

talvez eu implodisse; e ele nestralizare

eu não lhe traria encomenda depois de partir;

sei que passa da minha hora e eu muito sinto

o sol escaldante derrete essa minha tristeza

o gelo da chuva de granizo sempre me congela

Mas só o sol do mato me modela... Vê a beleza!

 

Eu preciso acordar no sertão, onde meu sangue vibra

Onde se faz necessário tanger gados e bodes, rebanhos

Sempre pelas trilhas das referentes lagartixas e víbor5as

É o amor que falamos, mas não sonhamos e objetivamos. 

 

(Cristiano Jerônimo – 09.12.2025)

Violinos violetas

  Se a canção se for A gente vibra som A gente vai lá feliz O palhaço ainda existe Intangível solução Faz do amargo Uma bela canção Foge par...