sábado, 5 de janeiro de 2019

Sofisma do trabalho (Quantas pessoas vão caber no amanhã?)


Às vezes,
Andamos fugindo
De nós mesmos
Engolindo segredos
Estalando os dedos
Pensando no que vem.

Noutras,
Queremos fugir
De um padrão de coisas
Funestas escolhidas
Para educar outros prismas.

Fascismo vive de sofismas
O trabalhador do salário
Inconteste humildade vã
Humilhando uma mente sã.

De cá, deito no divã, e penso:
Quantas pessoas vão caber
no amanhã?



(Cristiano Jerônimo)

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