quinta-feira, 9 de abril de 2026

No âmago do olhar de amor

 


Quem inventou a vergonha,

Dita desde o velho mundo

E já viveu as divergências

O seu couro então endureceu

Os costumes diferiram

O amor humano foi e se perdeu

A tabuada métrica e o compasso

Das rimas girantes e tangentes

A vida na prática, onde nem se vê,

Nos mares, as ondas mais gigantes

Desafiam o rapaz e o menino, ora!

Ele nunca levou desaforo pra casa

Sempre lutou para ver tudo de novo

Quem sabe o que tem não se apavora

Foi aí que disseram que só podia ser

Aquilo que já eram, e não adiantava.

Perdões ante a matéria e sua energia

Só geravam energia com o coração

No âmago do olhar de amor objetivo

No mais distante do universo relativo

Nunca aprendi a pilotar bem o coração.

 

 

(Cristiano Jerônimo – 09042026)

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