quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Com a tez fanada sob as fechaduras


Nem tudo posso

Tenho o que tem

Quantos milhos

Na roça que vem

Pelas paredes

Dos prédios

Dentro de nós

Avenida nua

Beco de rua

Peito ardente

Fumaça queima

Sol, sal e água

Leva pronto karma

O coração respondeu

Salvou-se e bateu

Meridianos, paralelas

De mim mesmo em ti

Saber que estou aqui

Cavalgando tão pleno

Caravelas motorizadas

Voam longe no Portal

Com o destino contado

E encerra definitivo

E que saí do teu lado

Fugaz aperto no peito

Pois não era possível

Permanecer enlaçado

Pois não éramos dois

Nem éramos um só

Vivemos ariscos no sol

Separamos um do outro

Assumimos todo o risco

E voamos com asas molhadas.

 

 

(Cristiano Jerônimo – 10.09.2026)

Com a tez fanada sob as fechaduras

Nem tudo posso Tenho o que tem Quantos milhos Na roça que vem Pelas paredes Dos prédios Dentro de nós Avenida nua Beco de ru...