quinta-feira, 6 de abril de 2017

Analina bailarina

Analina bailarina
Era uma menina
Viciada em Ritalina.
Ana linda sem sina;
Mergulhando na maré
Puxada para o rio.
Podre o Beberibe,
Intocável Capibaribe.

Analina baila no barco
Entres tantas barcaças
Da vida deste rio morto.
No Cais da Aurora
E nos Coelhos,
Catamarãs
Só mostram
Os belas pontos
E os palácios do poder.

Analina rebola no píer
Segura a corrente
Do navio e quer zarpar.
Quer atravessar o oceano
Dar um salto no engano
E transpor-se a pular.

Analina tem um cavalo
Prateado. Loura crina
Que segura esta menina
E ensina-lhe a galopar.
Seu galope é certeiro
Cai nos braços do vaqueiro
E vem da América aboiar.



(Cristiano Jerônimo)

sábado, 1 de abril de 2017

Tranças de teias


Ai meu Deus, como está difícil!
Encontrar uma gata para namorar.
Não sei se é porque não é possível
Existir duas pessoas iguais para amar...

Misericórdia meu Pai, são só dois.
E tanto sacrifício de todos os suplícios.
Mande grana que a onda é muito cara.
Custa cabelos, alfinetes, vudus e sorrisos.

Postos em minha frente vendo fuga e vazio,
Sentindo no peito o frio que ainda é frio
E vislumbrando o sol que já conheço há anos.
Onde, muitas vezes, refiz os seus planos.

Se não me acalmo, me acho com o canto do mar
Presenciando estrelas, aviões e as luas cheias;
Calma! Também não precisa gritar para ouvir-se;
Nem se ocupar em trabalhar com tranças de teias.




(Cristiano Jerônimo)

terça-feira, 28 de março de 2017

Tempo, tempo, tempo...


O teu belo de saber...
Combustível pra viver
Do que aprendi de bom;
De ter prazer só em estar.

Teus lábios molhados...
São pontinhas de língua
Que passam e contam papel,
Em branco, para escrever
e pintar.

Teus olhos são verdes
Do florescer do mel.
Na varanda, uma rede.
E tantas serras..., serras...

Os teus mistérios e lendas
São tuas histórias, e até mais.
Fundamental a nossa loucura
E o tempo, tempo, tempo, tempo...

(Cristiano Jerônimo - 28.03.2017)

terça-feira, 21 de março de 2017

Os contraditórios

(Vamos lá!)

Os psicotrópicos,
A contradição.
Esses propósitos
Uma outra ação
Positiva!
Altiva,
Umalternativa.
Uma solução.

Pra que
As partes vivas
Sejam positivas
Mais que uma canção.
Para que
Os sonhos ruins
Não venham mais;
Que o coração
Encontre a paz.

Os hipnóticos,
Os anestésicos,
As dores estéreis
E as cicatrizes
De Helena...
Sempre flertaram
Com a papoula
Da ilusão.
Que pena...

Os escritos
Seculares,
Os livros mais sagrados
Estimulam em nós a coragem
De trilhar essa jornada
Para chegar a um lugar
Tão difícil de encontrar.
Mas que vamos chegar lá!




)Cristiano Jerônimo(

sexta-feira, 17 de março de 2017

A testado

A cidadania, a astúcia e a arrogância.
A compaixão, o respeito e a nobreza.
A inveja, o egoísmo e a ganância.
Resignação, otimismo e esperança.

O medo, a fé, segredos, Santa Sé
Animais evolutivos, homem, mulher.
As chagas do orgulho então queimam;
As do amor como bálsamo aliviam.

A falta de lógica desta sociedade
A mentira, o disfarce e a verdade.
A luta pela tranquilidade da cidade
E por um grito abafado popular.

A mágoa, a indolência e a escravidão
Superam os muros e senzalas.
Estão aí pelas casas, hospitais em vão;
Alguma forma de tentar capturá-las.

O sonho, a utopia, e o propósito
Ferramentas para alta performance
E, com elas, um grande desempenho
Para se obter um atestado de óbito.



(Cristiano Jerônimo – 17.03.2017)

domingo, 12 de março de 2017

Pro que você quiser

Sente angústia
Mas passeia.
Tira a meia
E vai pro mar.

Tanta alegria,
Riso e tédio.
Não há como
Não escapar.

Estava triste
Com o pierrô.
Sorrindo
Nas ladeiras
Que são lindas
E tão íngremes.

Tanta felicidade
De tanta gente
Metida a feliz.
Ouve-se lamentar.

Eu não sou piano
De caldas ou oboé;
Só porque eu sirvo
Pro que você quiser...


(Cristiano Jerônimo)



quinta-feira, 9 de março de 2017

Cuidado!

Nos corredores da pinacoteca
Do seu pensamento e pós...
Nos novos circos dos cercados
Chorando com Deus ao seu lado.

Ninguém sabia se por fé
Ou mesmo por algum pecado;
Nos interiores do labirinto
Que habita a nossa mente,
O Minotauro era um ursinho
Pom Pom.
Com Duracell, mas se acabou.

Dentro das pistas curvas
Aceleramos pra chegar
Tão depressa e devagar;
O dinheiro é mais veloz.

Tem gente que traz
Lá do alto
Notícias
Que não aparecem na escola.
Sabedoria que não é
Qualquer um que ensina.

Tem gente que traz
Lá de baixo também.
Cuidado!

“Orai e vigiai”.


(Cristiano Jerônimo – 09.03.2017)

terça-feira, 7 de março de 2017

Parir e dançar

Nesta quarta – 8 de março de 2017

Pare e cria;
Cria não para.
Pensamentos
Reprimidos
E um pulo
No ar agora.

Mulher
foi feita
para voar.

Seu vestido
permitido
está grávido,
rodadinho,
Linda criança.

Mulher
foi feita
para brilhar
feito gente
grande,
por renda
per capita
e as lendas.




PARABÉNS!!!!!

segunda-feira, 6 de março de 2017

Como sinto (papel)

Eu estou enferrujado
igual a sapo sem lago
como cobra sem “gia”,
como torcer
sem ter lado ou dor.

Estou tão pensativo
como um pescador.
e ando atrevido;
tangendo essa dor.

Mas ando meio tão animado;
vi aqui sorrindo ao meu lado,
no meio do corrupio da besta
No lapidar de todas as arestas:

Elas dançarem nuas na festa
leveram todos a dançar
e colocar nos seus lugares
os infantes militares;
os escribas dos cabarés.
a noite tão lúdica
e eu tentando
descrever tudo
num papel.


(Cristiano jerônimo – 06.03.2017)




quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Tão separados

Você se escondeu
Do outro lado, e,
Os nossos pecados
Partiram também.

Quando era hora
Do café quentinho,
Eu já sabia a história
E o melhor jeitinho...

Ficava só a imaginar
O fogão de lenha
estralando,
Nossos abraços
Avançando
Para outra
Dimensão.

Somos felizes
Porque gozamos
A vida adoidados
E não há nenhum pecado
Neste sonho único
De viver tão separados.

(Cristiano Jerônimo - 22.02.2017)

As feras que somos

Ao Boqueirão da Barra O disco acaba, mas o samba segue solto Sempre tem a festa do pessoal do morro Carne assada e sangue no pandeiro ...