sábado, 16 de novembro de 2019

A MONTANHA MÁGICA



Sanatório
Bacilos
Vacilos
Saídos do circo
da solidão.

Terapêutico
Pupilos
mamilos
Alto da colina
E solidão.

Sorumbático
melancólicos
Bucólicos
Nos Alpes
E a solidão

Presidiário
Político
Retardatário
Analítico
Tão frios
Quem nem
Sobem o tom

Purpurina
Alto astral
Carnaval
Fantasia
Realidade
Ilusão
As cinzas
E a Solidão.

Descobria
Quem era
Pelo som
Da tosse
Seca.
Deixava
De ouvir
Muitas
Tosses
Que sucumbiam.


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Poema dedicado ao livro mor do alemão Paul Thomas Mann (1875-1955). Tendo recebido o Nobel de Literatura de 1929, é considerado um dos maiores romancistas do século XX.

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(Cristiano Jerônimo – 15112019)

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Efeitos do leite derramado





Poemas perdidos
amores findos
fim de paixão
reprovação
escolar.
são coisas
que não têm jeito
não tem como
consertar...

Leite ao esterco
nas ordenhas
nunca voltará
como queremos
enriquecerá
bem o solo
Que vai
nos acordar
de toda essa ilusão
para lutar
vida real
Do caos ao sertão.


(Cristiano Jerônimo | 15112019 – Recife/PE)

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Procurando o Minotauro





Eu estou no labirinto
Procurando Minotauro
Tomo goles de absinto
E só acho o Centauro.

Eu estou numa favela
Procurando assaltantes
Eu me lembro desta guerra
Tantos mortos quanto antes.

Eu estou num fogo cruzado
Guardado pelas barricadas
Nunca escolhi esta estrada
Mesmo sendo o meu lado.

Eu estou no fim dos tempos
Com água para apagar o fogo
Minha nau entregue aos ventos
Minha vida entregue aos lobos.

Acordei e tudo como antes
Não era campo nem cidade
Eram milícias fulminantes
Que juravam ser verdades.

Amigo preso vai ser livre
Vamos derrubar o golpe
O país tem um arco-íris
E a força do nosso galope.


(Cristiano Jerônimo – 04112019)




sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Dos descasos


Não é óleo
mas petróleo
catástrofe
nunca vista
desdenhada
movida
pelo ódio
desgoverno
nacional.
mas o que
esperar
do psicopata
eleito
que nada
tem feito
e que não nos leva
a lugar nenhum.
O tratamento
Irresponsável
Não surpreende
Os milicianos
Serem insensíveis
Com a costa
Os empregos
Fauna e flora
Prejudicados
Eu queria vê-los
Todos ensopados
Do petróleo
da negligência
no mar onde
sem o bote
salva-vidas.
CUIDADO!
Eles não estão nem aí
Sempre em fuga
Não respeitam tartarugas
Nem os frutos
Nem os segredos do mar.


(Cristiano Jerônimo - 01112019)

terça-feira, 8 de outubro de 2019

O motivo é a razão



Caminhos muito pisados,
Terra socada nos passos.
Nas pegadas do tempo,
O rastro é documento.

São 250 anos de estradas
Tocando secas e trovões
Se alternando no vento
De caminhos e ilusões.

São 2500 anos rupestres
Ameríndios de 15 mil anos
Sobreviveram a pestes
Mas não aos humanos.

Aquele povo tirano
Que saqueou o ouro
A dignidade, a vida,
A floresta e o oceano.

Terra pisada, o destino
Foi o lugar de um índio
Perdido nas guerras
Contra as suas tribos.


Portugueses, espanhóis
E outros que mataram
Mataram índios inocentes
E ainda há quem diga
Que eles são indigentes,
Preguiçosos e tacanhos
Qual a razão da invasão,
E da Guerra do Iraque?
São do mesmo tamanho.



(Cristiano Jerônimo – 08102019)



segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Dos rebentos e dos frutos


Meus filhos estão de asas postas
com um universo para descobrir
mais e mais. Voam para subir...
passeiam fora do ninho de casa
usam perfumes e as suas botas
meus filhos estão de asas postas
voando... Voando neste céu azul
polos de energias complementares
já que o amor não vê diferenças
independente das nossas crenças
uniões de irmãos são singulares...
 
Meus filhos voam, pois cresceram
mãe ou pai alimentaram no bico
sonho vê-los felizes e bem ricos
saúde, emoções, razões, dinheiro
o futuro que espera as surpresas
da beleza de rir e vibrar com eles
suas novidades, suas descobertas
entrando na porta aberta do futuro
Pulam obstáculos, pulam muros
Quando não há uma porta aberta
O que vem jorra da estrada certa.



(Cristiano  Jerônimo – 06102019) 

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Entrelaço's



Um novo laço
um elo de aço
da força viva
do que eu faço
que despedaça
banco de praça
ao teu cansaço
na despedida
todos lembram
da tua partida
do primeiro dia
no qual iniciei
e perdi o guia
quebrei o laço
da minha vida...
eu prosseguia
fundindo aço
para novos elos
sombra e traços
porque minha
primeira pessoa
é de muito cansaço
mas após uma noite
eu sempre renasço
meu nome é espaço.


(Cristiano Jerônimo – 30.09.2019 – 18h26)

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Sofredor forte!




Meio rústico
e etiqueta
a beleza
e a riqueza
os caminhos
e atalhos
tortuosos
ilusórios...
Mas que suprem
e não existem.
Nem florestas
no sertão
nem flores
no tempo
da devastação.
meio rude
e amor...
alma pura
de um sertanejo
que, antes de tudo,
é um sofredor
forte 
e que canta 
canções!


(Cristiano Jerônimo – 17092019)

sábado, 14 de setembro de 2019

Policrômica

Eu sempre acordo muito cedo na vida /
Quase nunca me permito que alguma coisa boa /
passe à toa. / Passe desapercebida.

Para mim o mundo brilha em preto e branco /
Colorido é ilusão! / Qual é a cor que você sonha? /
É policrômica? /

Eu já fechei essa lacuna 
com um pouco de razão  
e sentimento /
Eu vivo intensamente
os meus momentos
sei que olho para o lado humano
Me permito a viver intensamente.

Acredito em colher dessas sementes
os frutos justos que a lei retorna...
desde o big bang até hoje,
aproximadamente
milhões de anos-luz.

Além do bem não me interessa;
se já fui no universo
uma molécula desprezível
ou uma fração de luz...
(Uma molécula desprezível
ou uma fração de luz...!)

(Letra e música: Cristiano Jerônimo. Gravado nos Estúdios Gringo, em Barra de Jangada, com a banda Bando Poeta. Composto por Felipe Bolinha (contra-baixo e maestro), Marcos Paulo (guitarra solo), Renato Muniz (Guitarra base e solo), Fabinn ZZ (Bateria nervosa), e o meu parceiro também perfeito Henrique Poroca ( hoje no MDA na Amazônia).

E bruxas vão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E bruxas vêm.....!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Amazona tropical





Fatos e fenômenos
brilham para ti.
na natureza,
na tua beleza,
tudo enfim.
que não te cause
estranheza,
que a sua cabeça
cresça bem inquieta;
parecendo uma seta
mandando passar...
Num cavalo alado
seu flutuar me intriga...
Uma amazona do tempo
cada vez indo mais alto
Encarando gente e briga
Obstáculos com sobressaltos
planando na estrada
voando de carro
na estrada que vem
com toda a sua doçura.
Porque é preciso
correr e decolar,
passar pela pedra mais dura.


(Cristiano Jerônimo Valeriano – 10.09.2019)

Com a tez fanada sob as fechaduras

Nem tudo posso Tenho o que tem Quantos milhos Na roça que vem Pelas paredes Dos prédios Dentro de nós Avenida nua Beco de ru...