quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Chuva ensolarada

Veja a imagem Do que você quer E nutra no peito A sensação E a vontade De se ouvir E renovar A direção. Pense, sinta, Fale e aja. Construa Sua Própria casa. Veja como a tarde Chega mansa E escurece Quando nem tudo É o que parece; Provoca a sensação Melhor que esquece! Sinta pelo cheiro Manso e amanhece Sempre azul, Quando não chove. Sempre feliz, Quando não rusgo.

A união

Quando juntos podemos tudo. Sozinhos, ficamos mudos. Alguém fará quantas coisas, se não for por si mesmo? Quando unidos somos exércitos. Solitários, nos acovardamos de dar um passo. Mas ninguém moverá uma palha, sequer, ante o que não agirmos. Quando soltos, amaldiçoamos a solidão que escolhemos para ilustrar nosso destino. Quando a sós, sentimos falta e vazio, buracos profundos, impedindo a comunhão.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

SONETO DE MIM MESMO


Porque sou poeta e amo a excentricidade
De umas coisas que a outros não convém
Ando sempre a correr da hostilidade
Dos mil cretinos que esta cidade tem.

Já as mulheres, que pena,
Muitas detestam-me também.
É que eu dou carinho
Mas, na verdade, não enfeito
O pandeiro de ninguém.

Decerto que não sou nenhum portento,
Mas sei que tenho um pouco de talento
E louvo a Deus que altivo assim me fez.

Vós se me odiais por minhas mil venetas
Deixai-me em paz com as minhas costeletas,
Meu bigodinho e meu cachimbo inglês...

domingo, 31 de julho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Uma nova canção


Se seu céu está caindo
Use pipa imaginação...
Se seu sol está sozinho
Agite toda a agitação...

“O seu beijo é tão fatal
Mas nada lhe assusta
Pois existe um fim
Para o sangue derramado”.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Dos automóveis ( capítulo 9)


Quando se viu, estava ilhado. Mas era em Santo Aleixo, pequena porção de terra cercada de águas do mar por todos os lados no litoral sul pernambucano. Carlos Alexandre havia, então, internalizado o sentimento de que quem se assombra no caminho deve, depois, se conhecer de verdade, para em seguida ter a liberdade de pensar nos clássicos esporros que Jesus dava em seus apóstolos:
- Homens de pouca fé! – Bradava, puxando por eles.
- Agora que eu sei é melhor... -, balbuciava Nica.
- É pior! – retrucou Sansara, sempre pronta para puxar-nos pelos braços para baixo (aff).
Era o peso de saber que tudo estava em suas mãos, que mais parecia exima-lo das próprias culpas, mas não das responsabilidades. Detonar tudo era sempre, aparentemente, mais fácil.
- É difícil!
- Nada. É muito fácil.
Conviver com decisões importantes requer, no minimamente bom senso e análise macro espacial. As leis, as religiões, os governos, os sistemas, os dogmas, os Dogmen.
- Mas os dobermans assaltaram uma agência bancária, renderam os vigilantes, e depois levaram o dinheiro para os seus donos.
- Foi Hitler quem inventou o Fusca!
- E Itamar quem reeditou – Gritou outro “doido”.
Os surtos dos ilhéus escondiam, às vezes, de Alex, os seus próprios surtos. Naquele momento, era como se tudo fosse um “transe”, já apontaria Robson Pinheiro (também autor de Tambores de Angola).
- Os gordinis, Aero Willys, Mavericks e Opalas são carros que muito mais me atraem do que os Sinka Chambord.
Manoel estava no tempo do Japão: Toyota, Honda, Suzuki, Mitsubishi, Toshiba e KKKKKK. Pietros era mais alma de índio, preferia ser pedestre brasileiro, ao passo que Fábio pensava bem Tio Sam (GM, Ford, Halley Davidson). Abimael, Alemanha: Wolkswagem, Audi e as grandes impressoras da história. Do Marrocos? E eu sei? Sei que na China e na antiga URSS (back in) a brincadeira do capitalismo ainda andava muito amadora e não era competitivo ante o padrão de qualidade por nós, consumistas, requerido.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

som da mata no açude do prata



"É rock'n'roll e nada mais!!!! Eu busco paz...". {Lula [(côrtes) cantor, compositor, artista plástico, escritor, e louco por pensar assim] 'Sim, sou muito louco por eu ser feliz. Mais louco é quem me diz;/ E não é feliz. Eu sou feliz'] Resumindo: é nenhuma!}. Vamos cantar pelo verde das matas e pela paz entre os animais. "Tô cantando pro sagui / O sagui gosta de música...", isso é Geraldo Luna{Tico?} Um abraço e até o nosso encontro.

Com a tez fanada sob as fechaduras

Nem tudo posso Tenho o que tem Quantos milhos Na roça que vem Pelas paredes Dos prédios Dentro de nós Avenida nua Beco de ru...