Mais de duas semanas viu-se a moça fugidia
Aquela que deixou de brilhar à noite
Passou a enfrentar o seu dia a dia
O menino preenchia o seu vazio com demandas
A menina não sabias da forma como tu andas
O encontro permaneceu perdido e confuso
A tua aura falou mais do que teus cabelos
Tua emoção se revelou muito mais no escuro.
(Se puderes ser constante, serás imbatível)
É que a vida é cheia de não pode, e pare
Não permites; e gira por todas as partes
No aroma das flores das nossas tardes
Se eu passar calado, por favor não repare.
Seria carência ou sobra, o que foi oferecido
Pelo olhar do monge budista do Oriente
Um alvo claro e calmo, fugazmente enternecido
E uma vontade transbordante de ser gente.
(Se puderes ser constante, serás imbatível)
(Cristiano Jerônimo - 18.05.2026)

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