sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Por nada!


Mastigando terra

Comendo a poeira

Motocicletas roncando

Napoleão guerriando

Fuligens nos saltos

Na fenda do asfalto

Nascem plantas floridas

Poeira de natureza cósmica

Poesia celestial e utilitária

Mercantilizando os saberes

E as possibilidades das estradas

Só não se deixe escravizar.

Por nada!

 

 @Cristiano Valeriano - 20/08/2026

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Com a tez fanada sob as fechaduras

Nem tudo posso Tenho o que tem Quantos milhos Na roça que vem Pelas paredes Dos prédios Dentro de nós Avenida nua Beco de ru...