sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023
Evolução do samba de coco de roda
Consequência final
segunda-feira, 30 de janeiro de 2023
Aquela tribo que já foi
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| Quando o frevo tá 'frevendo', a galera bota pra torar |
Ele não vaga, ele anda
Cerne, cisne, no samba
De quem ao luar tem bamba
De quem sambou nas galáxias
E não ficou no mesmo lugar.
Só o amor o acorrenta!
Desde os anos oitenta
Ele sai para farrear...
Envolvido noutra roda de samba
Na avenida magistral dos enredos
Onde vão-se os anéis e ficam os dedos.
Cai do alto no afoxé, no batuque
Paisagem percussiva desta emoção
Se aquela alegria irradiante
Te incomoda, me desculpe
Sai da frente e segue adiante
Coração acelerado nas ladeiras
Pelo céu e pelo asfalto, vem do alto
O maracatu prateado e a rosa,
Bebendo aguardente com pólvora.
Vai descendo da Mata ao litoral
Vai tocando chocalhos nas costas
Está indo mesmo por que gosta
Da magia que clareia o carnaval
Na porta das igrejas inúmeras
Nas ladeiras de Olinda até a quinta
Quarta de Cinzas não tem fim
Carnaval é todo dia e tem índios
Os caboclinhos, sete flechas do planeta
Vem o Alto Zé do Pinho, Pacoal,
Santana, e aquela tribo que já foi.
(Cristiano Jerônimo – 30012023)
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| Carnaval de Olinda: Vista da Ladeira Misericórdia, Quatro Cantos, Ribeira e Rua de São Bento |
quinta-feira, 26 de janeiro de 2023
Ele mesmo...
De
umas coisas que a outros não convém
Ando
sempre a correr na hostilidade
Dos
mil cretinos que a cidade tem.
Já
as mulheres, que pena,
Muitas
detestam-me também
É que
eu dou carinho, mas na verdade
Não
enfeito o pandeiro de ninguém.
Decerto
que não sou nenhum portento
Mas
sei que tenho um pouco de talento
E
louvo a Deus que altivo assim me fez.
Vós,
se me odiai por minhas mil venetas
Deixai-me
em paz com minhas costeletas
A
minha barba e o meu perfume inglês.
(Cristiano Jerônimo – 1995)
cachoeiras de vida
nas procelas do mar enfurecido
enfrento a serpente e o canhão
guardo flores para a vida e a morte
onde o santo era santo, santo era não
lembro do seu passado esquecido
que tinho luta e não tinha muita sorte
nunca poderia entrar num jogo de azar
provar do que já fora não era seu normal
o brio e o desejo mais ardente do amor
o ébrio pensamento da vida e o social
voar bem acima como plana o condor
sentir alegria quando se está com dor
a cabeça no infinito céu do firmamento
e a alma lavada nas cachoeiras de mata.
Matar índios: antigo crime imperialista
Nem só de
rastros vive a cobra
Nem do
veneno dos escorpiões
É remédio
e é fatal de uma vez
O mar d’
água clareia os sertões
Surgem burros
passarinheiros
Conduzem
incautos corações
Cheios de
ódio, política agoniza
Olhe que são só de idiotas ladrões
Capazes de
matar por idolatria
Sem o teor
ou a ideia analítica
Apunha-la o coração da política
De um
lado, do outro, poesia...?
Não há
tolerância entre eles
Crentes
que são os auspícios
Índios
relembrando 500 anos
Atrás do
muro o que há é nada
A não ser o ontem dos encantos
Nem só de
coragem pode viver
Nem só de explorar a estrada
Pode seguir um caixeiro viajante.
(Cristiano
Jerônimo – 25012023)
quarta-feira, 25 de janeiro de 2023
Retardados aloprados
Toda vida tem seu preço
Sem escolha de endereço
Correndo tanto pra pagar
O que fizeram com o mar
Limparam só o endereço
De si mesmo em adereço
Toda vida tem seu preço
Tem uma lei para cobrar
Uma vida é um destino
Uma resistência a forçar
Metade do mundo louco
Vou descansar um pouco
Resistir a esses absurdos
O século XV voltou, agora
Matar índio é muito fácil
Quero ver se com a pistola
Eles fazem oxigênio...
Sei o que ele vai sofrer
Pela sua falsa astúcia
Um frouxo ignorante
Aloprado como os seus
Falando em vão no nome de Deus
Nos livre dessas espécies
Vestidas de lobos
Cordeiros de terno
Bolsos cheios dos roubos................
(Cristiano Jerônimo Valeriano – 25|01|2023)
(Cristiano
Jerônimo – 25012023)
terça-feira, 24 de janeiro de 2023
Passados futuros porvir
Bolas de novelos de fios de lã
Cadeiras
de balanço ancestrais
Vendo
na estrada a paz que traz
Deitados,
sentados num divã...
Com
a tromba d’água chegando
A
água do seu tempo amando
Vivendo
o modo rudimentar
Estresse
feito só para relaxar
Controle
dos cavalos do peito
Perigosos
animais da mente
Sugadores
da nossa alma
Que
vão para o alto, desejo
Judas
sem a mácula do beijo
Terás
mais fé e muita calma
Campos
de algodão no monte
Branco
de ouro no horizonte
Riacho
corrente no espaço
Com a felicidade no laço
E a verdade na consciência.
sábado, 21 de janeiro de 2023
Tirinhas poéticas II
Toda frustração – reversão de expectativa – é a comunicação entre o plantio cósmico e a nossa colheita Kármica.
(Cristiano Jerônimo - 21012023)
sexta-feira, 20 de janeiro de 2023
Delivery de jumento
Tudo bem? Tudo ótimo!
A mesa é para reunir
A igreja para se confessar
De noite o que fez de dia
Tem jeito? Sujeito desses.........
Até o jumento, dele se esconde
Apita mais cedo para largar
Movimento Nordestino (de)
Desenvolvimento dos Jegues
Disse que ele não passasse por lá
Nem aparecesse
O “dono” que escravizou o bicho
Agora quer tratá-lo feito lixo
O MNDJeg’s trabalha com coices
Têm uma mira de sniper ao contrário
Dá lambida no rabo desses otários
Andando pelos lados sujos, na lama
Limpo, gaboso e cheiroso lá no samba
Desandando ladeiras de Paulo Octávio
Salve Deus, o grito de independência
Pois do contrário também era morte
Sem haver questões de azar ou sorte
O que foi construído e não reformou
Tem um peixe dentro de uma mulher
E há uma mulher no meio desse peixe
Do ovo que quebra, sagui coloca
A pata para fora só porque está choca
Eis que chegam os jumentos armados
Em poderoso batalhão invadem
Quebram tudo na igreja e cidade
Em frente, num bar, bebem cervejas
No novenário se queima na escuridão
Peças perpassadas de carbono, de carvão
Ardem em chamas azuladas, desejos e emoções
Já havia 357 jumentos de um ano pro
outro lá
Foi quando ocorreu a Procissão de Nossa
Senhora
dos jumentos perdidos junto com seus desencantos
Tudo isso com o apoio dos extremistas do
MNDJeg’s
Que articularam um grande estouro de
jericos
O coreto e a pracinha completamente
tomados
E os fofoqueiros todos de olhos esbugalhados
Sem saber que estão entre os réus culpados
De não fazerem nada porque só olham dos
lados
Geralmente, são sedimentados pelo seu orgulho
Agem muito menos do que fazem tanto barulho
No claro e no escuro esse povo tem a
mesma cor
Sem falar no burro, no cavalo e na
motocicleta...
(Cristiano Jerônimo Valeriano – 200123)
Com a tez fanada sob as fechaduras
Nem tudo posso Tenho o que tem Quantos milhos Na roça que vem Pelas paredes Dos prédios Dentro de nós Avenida nua Beco de ru...
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Autores Aline Ridolfi Ana Paula Canestrelli Tatiana K. de Mello Dias Divulgação Cristiano Jerônimo índice intr...
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Movimento Udigrudi - 1971-1981 No meio do Sertão pernambucano, no Brejo da Madre de Deus, cidadezinha a 180 km do Recife, ergue-se ...











