quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Mente e corpo


Não acho que a vida
Cobre tanto da gente,
Que não seja tudo igual
Na chegada e na partida.

Sabe-se lá se o preconceito
Afasta a possibilidade
Da ternura com o outro,
Seja quem for, donde vier.

Só porque onde estivermos,
Estaremos sempre conosco.
Basta olhar a qualquer lado,
Nós estaremos sempre vivos.

Não existe nada sem a mente,
Até a matéria ficar tão sozinha.
Ondas vibratórias e imortais
Conduzem nosso espírito ao além;
Melhoram a qualidade do pensamento.

Só porque onde estivermos,
Estaremos sempre conosco,
Basta olhar a qualquer lado
Dos milagres aos castigos.
Dos lobos e cordeiros...



(Cristiano Jerônimo – 16.11.2017)

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Política é...


Não são estúpidos nem babacas;
Mas sempre ferem o povo com faca.
Não há delação premiada pra mim;
A desastrosa gestão das cidades
O caixa dois do cofre e temeridades.
Todos bem quistos e tratados a plumas
Nos seus currais e do que deu pra comprar de voto.
Quaisquer cem votos valem uma grana.
O preço do prefeito, do vereador,
Deputado ambicioso e senador.
O povo se engana e não sabe
Que o lascado é o próprio eleitor.
A Lei de Licitações
É quem dá legitidade
Aos “compromisso$”
Firmados muito antes
Da campanha...

Política é...
Receber dinheiro na campanha
E garantir a Licitação pra quem financiou.
Ou alguém financia eleição por ideologia?
                                                                


(Cristiano Jerônimo – 15.11.2017)

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Congresso filho da puta


Eu levei pancada, pancada;
Da mídia, desta televisão.
Da conversa dos amigos,
De correr todos os perigos
Cujas marcas ficaram então.

Os pobres a desejar coisas
De ricos e de propagandas.
Vão girando numa roda
Parecida com o circular
De uma roda de ciranda.

Eu levei porrada, “porrada
Dos caras que não fazem nada”.
Mas como vamos organizar a luta?
Como é que vamos prender os ratos
Do Congresso, todos filhos de uma puta?

A arma está em nossas mãos
E não precisamos de canhão
Nem de qualquer outra força
Fazer cumprir a legislação...
(E atualizar as leis).

Porque tomei porrada, porrada;
Não quer dizer que eu não saiba nada,
O tempo professor trouxe a maturidade
De saber descer e subir na mesma cidade.

Nas angústias, correr para as árvores;
Se entrosar com a água, a terra e o ar.
Ter um cheiro gostoso de mato e verde;
Uma fonte saborosa pra matar a minha sede.




                                                                                                          (Cristiano Jerônimo – 09.11.2017) 

Menino Homem




Para o meu amigo irmão Eduardo Plauto, com o carinho de brother.

Amigo leal e prestativo
Não se encontra todo dia
Menino, coração positivo
O Duda Bem busca a paz;
Alguém que é humano
E pega até o que tem
Para um gesto humano.

Duda é definitivo, guerreiro...
E, como todo bom comandante,
Se percebe de um jeito confiante
Nas agruras e alegrias do roteiro.
É bom ter um amigo que ajuda
Diferente daquele que atrapalha;
Vamos vencer nossas batalhas,
Sem nunca aderir a qualquer guerra
Porque somos, verdadeiramente, da paz.


(Cristiano Jerônimo – 09.11.17 – 8h54)

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

destino ilusório


Quando o tempo
mandar sua fatura
e o veloz vento
refrescar sua ternura;
quando a estrada
realmente tiver fim,
você verá, não é assim.

vimos você na janela
fumando um cigarro
e a cada um dos tragos
seu pensamento revelava
tanta vida numa só vida
com cicatrizes de feridas,
você riu da marca e foi-se.


(Cristiano Jerônimo – 06.11.2017)

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Mares de solidão


O mar revolto
já começa a inundar
como cidades dentro
de hidroelétricas
e com plataformas
sobre e sob o mar.

A cheia louca,
a tromba d’água.
são mais festejados
do que duas mil secas
juntas.

Já entre os transeuntes,
o que mais abunda
é a solidão.
Mesmo nas rodas
sociais
onde circulam
e o glamour define.

Mas, quanto mais o navio
se aproxima do porto,
mais as aduaneiras se afastam
e mostram que as miragens
do deserto são diferentes das do mar.




(Cristiano Jerônimo)

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Bebeth loira


                                             Poema realista fantástico mitológico
A Rainha de Castela
Amante do Centauro
Cavalga em Espanha
Vive com o Minotauro.

Rainhas de Alexandre
Deusas egípcias e hindus;
A iniquidade da múmia
E a emoção de um blues.

A Rainha do Alabama
E até da Cordilheira
Voa alto como um condor.
Descansa como chão é cama.

Nero construiu piscinas,
Grande falácia, Alteza.
Pelos pátios, as meninas
Descobrem sua beleza.

Amante do Centauro
Aliada dos Lápitas,
Da menina de Vilhena
Que foi pra Madagáscar.

E conquistou o Egito,
A Mesopotâmia
Vindo da Macedônia
Na compulsão do domínio.

A Amante de Alexandre
Não tem sexo.
E parece com um cavalo
Em forma de gente;
Tipo o Centauro
De Bebete loira.



(Cristiano Jerônimo – 24.10.2017)

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Limite dos sábios


Bem ao meu lado
Eu não sentia você
Que agora está com o rosto colado
Para assistirmos tevê.

Tomarmos um banho, um café...
nos chamarmos em nossa cama;
Como todo primeiro encontro
e o nervoso da cruel expectativa.

Sinta agora que você está mais viva
Em desmaios juntos numa cama;
Sem nenhum problema ou drama
Na certeza de uma mente ativa...

Mente confiante, Soda Limonada,
Teu limão doce afaga meus lábios
Como quando a casa está fechada
E nós dentro no instinto dos sábios.


(Cristiano Jerônimo - 18.10.2017)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Cumbuca quente...


Lagartixa gosta de sol
E o sapo mora na lagoa.
Pássaros dormem no arrebol
E os gaviões passeiam numa boa.

Jacaré é sorrateiro tal tubarão,
A seriema corre solta no sertão.
A ave negra Carcará circunda
E come até onde não fecunda.

O tatu faz o buraco e vive muito
As baleias que respiram fundo
E conseguem viver em dois mundos
Uma atmosfera gasosa, outra líquida.

Como a rã é anfíbio, há sapos na lagoa
As mitocôndrias, como dínamo, geram
Nosso torpe comportamento degenera;
E os peixes ficam escondidos na lagoa.

A tartaruga botou só a cabeça de fora;
Virou alvo e viveu por causa da caipora.
Macaco que é velho, ligado e experiente
Não coloca a mão em cumbuca quente...





(Cristiano Jerônimo – 13.10.2017)

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

jovens lob@s



Galáctica peçonha atraente
que me molha os beiços
me aquece a alma
e voa como uma águia.

Incógnita persona bela
que me pinta as aquarelas;
abrandas o vento na barriga
da robustez dos nossos dias.

Acordei-me e acordei-te cedo;
quatro vales do catimbau de altura;
um foguete granulado de metal
pondo fogo em tudo o que é mau...

E as alturas propalaram nova lei,
fundamentado em palavras de amor
e o mesmo cometa que foi, voltará
escrituras sagradas de afanados livros.

E que o fogo não nos consuma
como aquela velha chance à paz
pululam os bailes com dançarinas;
existe uma aura de quero mais.

Isso é o que fascina jovens lob@s...



(Cristiano Jerônimo – 12.10.2017)

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Um casal...


Disse para ele que fugiu pra longe
Da rua onde morava, pois não tinha casa
E que nunca mais ia voltar. Estava decidida.
Já a amiga, zarpou num barco e nem olhou pra trás.
Esperava que a vida fosse a rua à noite toda nua.
(Todos os dias; todas as noites, cabelo, baseado).

Ana branquinha com um sutiã bem azul,
E uma menina ‘perdida’ na comunidade.
São as discrepâncias, numa mesma cidade.
Consola ver Ana vestida de calcinha blue.

Ela disse pra ele que voltaria pra casa;
Recanto dela é o mundo e pouco mais.
Vivia na Argentina. Hoje mora no Brasil.
Poliglota, adora ver essa pátria varonil.

Ele foi passar mais de um ano em Londres;
Ela pegou suas coisas e foi para a Chapada.
Apesar de não estar nem um pouco preparada,
Sabe exatamente aonde está e porque tem ânsia.

Ela sabia que não existia um passado inútil
Ele, que o presente era única realidade;
Futuro é terra de ninguém, do vento, chuva.
Templo dos deuses que habitam nossa cidade.




(Cristiano Jerônimo – 03.10.2017) 

As feras que somos

Ao Boqueirão da Barra O disco acaba, mas o samba segue solto Sempre tem a festa do pessoal do morro Carne assada e sangue no pandeiro ...