quinta-feira, 28 de abril de 2022

Integralidade


Asfalto, eletricidade

O sertão e a cidade

Busca humanidade

Nesta modernidade

Uns usam maldade

Outros a bondade

Muitos a crueldade

Sem a paz, verdade

Guerra e bondade

Paz fica na saudade

Neste plano metade

Sem boa integridade

Sem integralidade

Eu não tenho idade

À nossa realidade

E a complexidade.

 

  

(Cristiano Jerônimo – 28042022)

quarta-feira, 27 de abril de 2022

A lógica de um pedaço da sobrevivência

              

Mente sã, corpo são

Alimento o corpo ou a mente

Não alimento o corpo, morro

Alimento a mente e vivo

Morro.

 

Fumo e assim adoeço

Não fumo e vivo

Não bebo ou adoeço

Fumo e morro

Morro.


 

Aprendo e me liberto

Se ajo, as coisas melhoram

Liberto, eu decido

Decido então melhoro

Decido.

 



 (Cristiano Jerônimo – 27042022)

terça-feira, 26 de abril de 2022

Curandeiro



Sou místico e nem falo muito nisso

No meu tempo falavam de ocultismo

Noutros chamavam de mundos astrais

Sou místico e creio no ser metafísico

Na busca absurda mental pela paz

Na força que vem de dentro e do céu

Espiritualista e espiritista sincrético

Índios em outras eras curumins azuis

Pontos de estrelas mortas com a luz

O universo tão infinito e magnético

Esotérico ocultista do meu mistério

O problema da vida é muito sério

Ufologia dos planetas e dos paralelos

As galáxias de nós mesmos eclodem

A magia é condenada à inquisição

Escondido em si, crio outro portal

Nem é do bem nem é do mal

É como a vida que segue “normal”

É como o bater do nosso coração

Fogo, água, terra, ar e éter; acrescente

O que não se pega é o que se sente

O que não é o problema é a solução

Feiticeiro, curandeiro, teu irmão.

 

 

(Cristiano Jerônimo – 26042022)

 

sábado, 23 de abril de 2022

A lógica das sentenças - Conectivos do raciocínio

 


Proposições lógicas. Tradução do poema para o raciocínio lógico matemático

Corro ou morro

Se corro não morro

Corro e morro

Morro.

 

Canto e não danço

Se danço, não morro

Danço e morro

Canto.

 

Apenas se cantar

Escuto e falo

Ouço ou canto

Escuto.

 

Fumo ou vivo

Poluição e morte

Se tem azar, tem sorte

Fumo.

 

Jogo ou bebo

Se beber então não jogo

Não bebo aos domingos

Não bebo.

 

C (v) v M (v)

C (v) → ~M (f)

C (v) ^ M (f)

M (v)

 

C (v) ^ ~D (v)

D (v) → ~M (f)

D (v) ^ M (v)

C (v)

 

 

C (v) ↔ E (v)

E (v) ^ F (v)

O (v) v C (v)

E(v)

 

F (v) v V (v)

P (v) ^ M (v)

A (v) → S (v)

F (v)

 

 

J (v) v B (f)

B (f) → ~J (f)

~B domingo (f)

~B (v)

 

(Cristiano Jerônimo – 23.04.2022 – Taubaté – SP)

 

 

 

 

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Sujeito brasil



 De Quatorze na espora

Lá do fundo do meu pensamento

Eu bebo água na fonte ancestral

Lavo os corpos de todo este mal

Com a grota brotou o sentimento

Tem segredos levados pelo vento

Vou ao fundo da água encantada

O riacho com a chuva acumulada

Enche de água todas as bacias

Os fiéis seguem as suas romarias

Os ladrões nasceram para roubar

Quem é que vai conseguir provar

Que a humanidade ainda tem jeito

Com as dívidas atoladas pelo peito

Só não venha inventar de me afanar.

 


(Cristiano Jerônimo – 22042022)

 

 

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Paramatma


Não,

tudo vai e vem

ao contrário

no sentido

exato

medido

pela rosa

dos ventos

do quarto.

não,

tudo sobe e desce

gravitamos

de forma frágil

num corpo

pluricelular

no paramàtma

que recebe o todo

que dão centelhas

de luzes divinas

que alguns dizem

que fomos nós

quem criamos

criação sem criador

viver sem a dor

é algo absolutamente

impossível;

administrar

os sentimentos

nos momentos

mais difíceis

de suportar

é factível...

 

 

(Cristiano Jerônimo – 14042022) 

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Estado de espírito


A não ser o poema que não escrevi

Estás nas linhas e nas entrelinhas

No justo ponto cruzado do globo

Tabuleiro de xadrez, mestre do jogo.

 

Vai tirar as cercas do que é livre

Ressarcir aos donos desta terra

Com a marcha e seu povo de raiz

(Todos os hominídeos têm nariz).

 

Farejadores burgueses e ferozes

A burguesia é estado de espírito

Por dinheiro esta guerra existe

Na cidade só se ouve o grito.

 

Escrevas ao teu contemporâneo

E deixas tuas marcas ancestrais

Muda-te o tamanho do crânio

Mas não muda os teus ideias.

 

A canção te pede apenas a paz

Melodia suave e entre plantas

Lembra daquela criança mito

Que ascendeu todas as santas...

 

 

(Cristiano Jerônimo – 13042022)

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Ao tempo de progredir


No dia em que a fantasia

Tornou-se uma crença real

Corpos se desequilibraram

Mentes assustadas com o mal.

 

O mal que cada um construiu

E é responsável pela colheita

O bem, que não conta, invisível

E a vida que vem sem receita.

 

Não imagine coisas tão sérias

Nem acuse o que nunca existiu

A fragilidade ao fogo da matéria

Na casa que simplesmente ruiu.

 

No longo caminho da trajetória

O passado ficou lá inanimado

Tempos tão presentes no futuro

Especulações com o teu passado.

 

Quebre um retrovisor do carro

Para não olhar tanto para trás

Passado morto e bem enterrado

Coisa que não se repetiu jamais.

 

O homem foi acusado de trair

Apedrejado com a cabeça de fora

O lembrar de tempos de outrora

Não leva ao rumo de prosseguir.

 

 

(Cristiano Jerônimo – 01042022 – Taubaté-SP)

 

segunda-feira, 28 de março de 2022

A vida pelos mares


Procurando o tempo

Próximo ao exato

Vendo o vento

De forma rápida

Tem sempre

Uma isca na frente

Com um apelo fatal

De seguir e seguir

Sem saber aonde ir

Eles vão, vão em vão

Parece ser do coração

Quem procura tempo

Acha encruzilhadas

Quem vai com o vento

Com as mãos aladas

Vai prosseguir com fé

Remar contra a maré

A favor dos sete ventos

Nas procelas das agruras

No gargalhar dos piratas

Na alegria dos cruzeiros

Soltos no mar a seguir

A nossa boa intuição

Ouvir a voz do coração

Entender daquilo que ri

Do porto onde vai ancorar.

 

 

(Cristiano Jerônimo – 28032022)

sábado, 26 de março de 2022

A balança da vida


Notícias da terra distante

Os giros da roda gigante

A instabilidade do tempo

Do vento e das vazantes

Saudade que nos prensa

O peito ardido em brasa

Homem perdido na casa

E na rua não compensa

Alegria inebriante pensa

Que passadas as ondas

A calmaria mente a paz

Os mares são revoltos

Sem nada da estabilidade.

 

Se fosse só medo,

Os navegadores

Não sairiam mar adentro

Há centenas de anos

Procurando o desconhecido

Derivas correntes marinhas

Intermitência das chuvas

Por onde se esconde o sol

Porque é tão lindo o arrebol

Para quem está na paz da vida

Não há belo fim de tarde

Quando se corre de bombas.

 

  

(Cristiano Jerônimo – 26032022)

sexta-feira, 25 de março de 2022

Plantação de arroz

 


Se a boca fala

Aquilo que o coração

Está cheio,

Escute essa canção

Sem freio e dance!

 

Diga ao fraco

Que sou forte

Diga ao feio

Que sou belo

E singelo,

Quase um sopro;

Um cristal

De rochas.

 

Trago comigo

Guardadas

A coragem das onças

E a tolice dos bodes

Nas florestas

Onde andei criança

Um curandeiro

Que ajudei a curar

Pirotecnia sem som

Uma junta sem boi

Um favo abandonado

Meia dúzia de pecados

Pela plantação de arroz.

 

 

 (Cristiano Jerônimo – 25032022)

Com a tez fanada sob as fechaduras

Nem tudo posso Tenho o que tem Quantos milhos Na roça que vem Pelas paredes Dos prédios Dentro de nós Avenida nua Beco de ru...