segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Revolução do mundo


Mudemos, pois, primeiro, a cada um de nós e o mundo então será revolucionado


Cristiano Jerônimo

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Por vir (o poeta)


O poeta não é sábio
Não é mal nem é do bem.
Quando vai alguma coisa
Vai também um novo além.

Entre as tuas janelas,
O poeta está à mesa.
Deslumbrando teus sonhos,
Tuas cores e aquarelas.

Ele não é mole nem é duro.
Se for sem cheiro não se mede.
É tão são e ao mesmo tempo absurdo;
É imóvel que se mexe.

Nas tuas ruas me perco.
Vou achar sem partir
Fixando residência ao teu lado
Como é o que se foi
E o que está por vir...

domingo, 16 de novembro de 2008

Mototrilha 2


A trilha é um caminho
Onde os fracos não têm vez.
Não dá para desistir,
Nem há como voltar...
Depois que inicia!

A vida foi feita
Para andar
Em duas rodas
Ou, no mínimo,
Em dois pés...
Eis o caminho!

A trilha é um caminho
Onde os fracos
não vão mais
(quando sobrevivem).
Se persistem,
Tornam-se fortes
Em superação!

No mesmo caminho,
Muitos caíram
E outros passaram
Incólumes,
Diante dos mesmos
Obstáculos...

A diferença
É que uns tentaram,
Outros não.

Cristiano Jerônimo
16.11.2008
(Aldeia – Camaragibe)

Mototrilha 1

A vida é como o obstáculo de uma trilha de motocicleta; onde, depois de descer o barranco, entramos na lama grossa atolando. Ainda temos que subir uma estrada escorregadia...

Podemos achar que não conseguimos. Mas é preciso tentar...voltar, embalar de novo, subir...e ver que, depois de todo esse trabalho, há uma paisagem e um céu azul, estampado e maravilhoso – com ventanias.

E a montanha desce, o rio aparece e a lama encrosta, parecendo que a gente não vai resistir...

Mas, uma força maior vinda de Deus, oriunda do Cósmico, faz com que a gente prossiga, com que a gente insista! A nossa motocicleta se mantenha viva; forte com seu ronco, este ronco da vida...

Quando a gente dorme e acorda, percorre outra trilha, pois até o mesmo caminho nunca será igual; nem aos domingos, nem às quartas-feiras, nem todas as besteiras que aconteceram irão permanecer...

Pois o dia de hoje é igual ao sol: nasce de novo todos os dias...

Mototrilha 1

A vida é como o obstáculo de uma trilha de motocicleta; onde, depois de descer o barranco, entramos na lama grossa atolando. Ainda temos que subir uma estrada escorregadia...

Podemos achar que não conseguimos. Mas é preciso tentar...voltar, embalar de novo, subir...e ver que, depois de todo esse trabalho, há uma paisagem e um céu azul, estampado e maravilhoso – com ventanias.

E a montanha desce, o rio aparece e a lama encrosta, parecendo que a gente não vai resistir...

Mas, uma força maior vinda de Deus, oriunda do Cósmico, faz com que a gente prossiga, com que a gente insista! A nossa motocicleta se mantenha viva; forte com seu ronco, este ronco da vida...

Quando a gente dorme e acorda, percorre outra trilha, pois até o mesmo caminho nunca será igual; nem aos domingos, nem às quartas-feiras, nem todas as besteiras que aconteceram irão permanecer...

Pois o dia de hoje é igual ao sol: nasce de novo todos os dias...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Portas e Cancelas


Nos meridianos do teu corpo,
No semblante de menina,
A tua pele agita meu sangue.
E nada disso é muito pouco,
Se olhas para o lado na esquina
Livra-tes das antenas deste povo!

E caies em mim como água
No rio em correnteza ao oceano.
Por gravidade, se apaga
E se acende sem engano,
Dia e noite se acabam
E as semanas viram anos...

Neste teu olhar cintilante,
Brilham confetes para mim.
Na energia da magia delirante,
Rosa e verde no jardim
São as cores do coração
E os tons essenciais da emoção.

Te resguardas quando dormes,
Para o dia amar teu brilho,
Felicidades e paixões enormes
Para andar sempre nos trilhos.
Cabeça arejada nas janelas,
Abrindo as portas e as cancelas...

sábado, 6 de setembro de 2008

CONTESTAÇÃO


Reescrevendo Cazuza
Ideologia
Meu partido
Não tem me ofendido
E as ilusões
Foram esclarecidas.
Os meus sonhos
Foram todos vividos
E eu sou grato
Pois agora acredito –
Ah, agora acredito...

Que aquele garoto
Que mudou o seu mundo
- mudou seu mundo –
Caminha agora
Sabendo para onde!

Meus heróis
Evitaram a overdose.
Meus inimigos
Perderam o poder!
Ideologia,
Eu tenho uma pra viver!
Ideologia,
Eu tenho uma pra viver...

O meu prazer
Agora representa a vida.
Meu sex and drugs se transformou...
Eu vou pagar
A conta do analista
Pra todo mês ter
Que saber quem eu sou!
Ah! Saber quem eu sou...

Pois aquele garoto
Conseguiu mudar seu mundo
E agora enfrenta a tudo
E derruba os muros...

Meus heróis
Não morreram de overdose (Ray Charles, Eric Clapton, Nelson Gonçalves, Lobão, etc).
Já os meus inimigos
Perderam o poder!
Ideologia,
Eu tenho uma pra viver!
Ideologia,
Eu tenho uma pra viver...

domingo, 13 de julho de 2008

ESTEREÓTIPOS


Gênio deprimido é força dispersa;
Ingênuo talentoso, ferramenta de manipulação;
Experto imbecil, gatilho de corrupção;
Ócio ganancioso: crime e distorção.

Desigualdade social é o Brasil;
Lógica indecente, engodo social;
Sociedade em desajuste;
A violência e a maldade.

Humano em crise é desafio;
Mergulhar em si mesmo
É procurar por Deus!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Arco-Íris


(Inédita)


Eu não posso vencer a ninguém
A não ser a mim mesmo.
E seguir o meu caminho
Sem caminhar a esmo.

Até chegar ao princípio,
Sei que é sempre assim...
Pois o arco-íris é o início;
É infinito, mas tem fim...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Um novo blues


Já gastei quase toda a saliva
Já sangrei quase o meu coração.
Esquentei o meu cérebro e gelei:
Vão pensar coisas feias de mim...
Inventar que enganei a criança
Contida em meu próprio eu...

Ensaiei quase todas as cenas
Para um filme que riam de mim
Porque sei que o mal nos seduz
Embora a gente queira luz...

E, como a vida é traiçoeira,
Faço dela meu jardim de palavras
Onde esquentei a cabeça e pensei:
Falem mal, mas falem de mim!

Se gastei saliva, não foi em vão
Se reguei a planta errada,
Se o poste entrou no meu caminho
Nada disso foi em vão.

(já que as glândulas falam,
Quando as palavras calam).

sábado, 21 de junho de 2008

A(E)s(x)iladas


As mulheres de boa idade
Nos ensinam a viver a vida.
Moram na casa ao lado
E esperam o dia passar logo,
Enquanto a vida demora
Nas páginas dos jornais.

Pequenas edificações e carros
Testemunham a paz da beira do lago.
É quando vejo cinco ou seis velhas
Senhoras de boa idade sentadas à TV.

As mulheres vizinhas de boa idade
Vivem longe das suas famílias,
Sem saber que enquanto esperam viver
Os dias passam lentos para morrer.

Asiladas em seus mistérios
Lúcidas, apavoradas e risonhas.

Aos domingos sentam-se na sala
Para esperar a hora do almoço
Sem os filhos
Sem os netos
Que um dia
Ajudou a vestir...

domingo, 15 de junho de 2008

Poesia para revolução interior


Vamos para o lançamento do livro Redenção de Poeta, na Livraria Cultura, nesta terça (17.06), às 19h, no Paço Alfângeda, Recife Antigo. Recital com o jornalista e escritor Cristiano Jerônimo (UBE-PE) acompanhado pelos músicos Tonino Arcoverde, Publius e Gustavo Azevedo. Grandes figuras da vida artística da cidade estarão presentes no lançamento do quarto livro deste sertanejo de Custódia. Imperdível!!!

Até lá!

Estaremos em Samir Abou Ana (TVU-11) segunda 16.06, às 13h30; na Universitária FM 99.9, às 16h (Forró Verso e Viola) e às 20h (programa Café Colombo). Na Globo canal 13, sexta-feira, 20.06, às 6h30, no Jardim Cultural do Bom Dia Pernambuco.

Bjs
Visitem o cristianojeronimo.blogspot.com.

A produção
CCS Gráfica e Editora
Sala de Reboco (Rinaldo Ferraz)
Tempestade de Idéias (Lula Côrtes)
Stampa Out Door
Buffet Mércia Menelau (Valéria Menelau)
Jalves Publicidade
Rômulo Alves dos Santos (Designer)
Pedro Tinoco (Comunicação Empresarial)

Editora Coqueiro.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Mistérios e Segredos


Eu sempre queria mudar o mundo lá fora,
Mas, ao mesmo tempo, sentia vontade de ir embora.
Sem olhar para trás, sem medo de voltar...
Com a vontade de falar e transformar.

O cataclisma exposto em minha alma,
Na mais nobre tarde trazia a calma.
Era tu, serpente, a beleza deste deserto;
Dos caminhos fechados, dos rios abertos.

Veredas serenas, estrelas, vidas verão.
Nem tudo tão cheio nem seco, o sertão.
Durante um período, contemplei o paraíso
Sem poupar nem choros nem sorrisos.

E assim, toda semana era a mesma...
Quebrava em pausa os sons das lareiras.
Pelos frios do seu tempo e do medo,

Descobri tantos mistérios e segredos.

domingo, 25 de maio de 2008

DESFRUTAR


Eu só confio em duas coisas no mundo:
Em Deus e no diabo.
Um eu sei que só faz o bem;
O outro representa o mal.


E as pessoas passeiam com os dois,
Indecisas e fugazes,
Procurando por lugares
Que ninguém sabe chegar.


Pautados numa esma alegria
Que confunde o afirmativo;
Se é mau ou negativo,
É melhor viver em paz
Do que qualquer angústia
Que por pouco se desfruta
E, por si mesma, se desfaz.

domingo, 18 de maio de 2008

Necessárias


Certezas são noites escuras sem insônias;
São acertos bem feitos de coisas errôneas;
São rios caudalosos em correntes ao mar
Nos dias mais felizes das tardes tristonhas!

Dúvidas são crises parcas de meros egoísmos
Quando temos que optar entre nós e o altruísmo;
São açudes que enchem para um dia secar
Nos invernos mais escuros que os eclipses...

Verdades são coisas elucidadas em momentos;
Atualizadas pelos inquietos e toscos sentimentos
Que nos servem muitas vezes de algum alento
Quando, não em vão, tentamos nos encontrar...

Mentiras são coisas reticentes necessárias
Quando, por razões óbvias, queremos preservar.
São coisas erradas que fazem bem e vice-versa
Motivos de muitas conversas em ondas no mar.

Coragem é a capacidade de assumir nossos erros;
De sermos humildes perante também aos acertos
Nos períodos de luto ou nos tríduos momescos;
Na hora em que tudo diz que é para a gente parar...

Covardia é se esconder da verdade mais latente.
É abrir mão, diariamente, de sermos mais gente.
Como é essa capacidade de ocultar o indigente
Que somos obrigados no espelho a todo dia olhar!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Recomendações


Não sei se me preocupo demais
Sei que às vezes falta paz
Quando eu vou andando nas esquinas
Enchem os barulhos dos motores e buzinas.

Não sei se me desligo demais
Sei que às vezes falta paz
Quando eu vou entrando nos cinemas
Enchem minhas tramas, meus dilemas.

Busco longe a minha paz
Às vezes não espero mais as rimas
Sei de tudo o quanto sou capaz
Sei que temos que ficar sempre pra cima.

Sei também que podemos então chorar
Para saber quem pode nos secar
Quando o frio precisa nos aquecer
E o calor nós temos que esfriar.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Régua do destino


Norma levava uma vida sem regras
Media o tamanho da vida na régua
Achava legal uma vida sem normas
Buscava prazer de todas as formas.

Brincava de fazer o outro mais feliz
E carregava no peito a dor de aprendiz
Enquanto o mundo sinalizava virtude
Norma nunca desaprendia a ser rude.

Até que a vida lhe deu uma rasteira
E Norma, coitada, ficou de bobeira;
Para ter um aprender compulsório
Sabia no fundo que nada era ilusório.

Ela sabia ia aprender tudo de novo
Sentiu-se um pinto saindo do ovo
E a beleza da vida lhe pode ensinar:
As coisas, às vezes, têm que ser devagar.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Segredo do tempo


O poder que procuro
Não está por trás do birô
Reside no segredo do tempo
Idos e vindos, já passou

A arma que alimento
Não é letal nem feroz
É um grito da garganta
O soltar da minha voz

A sombra que descanso
Não é penumbra ou solidão
É o abrigo do remanso
Ventilando o coração

O ouro que preciso
Não ilude nem se furta
Não nos bota em perigo
Não aborrece nem assusta
O ouro reside no segredo do tempo

sexta-feira, 28 de março de 2008

Antagonismo das descobertas I


As coisas não são simples
o quanto muitas vezes
a gente imagina.

Também não são tão complexas
Como quando problematizamos.

As ilusões não são irreais
Como, objetivamente, descartamos.
A realidade não é nítida
Da forma exata como queremos.

A mentira, sim, é uma forma
Simples de enganar a sim mesmo;
A verdade a única maneira
De vibrar no cósmico
O despertar mágico
De ser melhor!

Antagonismo das Descobertas II


Mesmo se mirar
Fundo ao infinito
Buscando no Cosmo
O primordial
Haverá luzes
Entrando
Em buracos
Negros
E ilusões.

Mesmo se olhar
Para o limite
Que se expande
Haverá trevas
Entrando
Em foco
De luzes
E ilusões.


Mirar dentro
De nós mesmos
É acertar no alvo
Exato que nos faz encontrar
O caminho
Do antagonismo das descobertas.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Minhas influências literárias


- Cante de lá que eu canto de cá – Patativa do Assaré. Me ensinou a valorizar a rima e a retratar a realidade social.
- Zé Limeira da Paraíba, O Poeta do Absurdo, por Orlando Tejo.
- Catulo da Paixão Cearense. (a simplicidade do verso e a musicalidade das palavras)
- Manoel de Barros – Poeta do Pantanal. O lúdico essencial
- O Despertar dos Mágicos, Louis Pauwels e Jacques Bergier. Introdução no Realismo Fantástico
- Vida e obra dos surrealistas Salvador Dali, Paul Éluard, André Breton. O despejar das palavras
- Arthur Rimbaud (parnasiano e simbolista). A Poesia intimista
- Augusto dos Anjos, Eu e Outros Poemas. A autenticidade.
- Evangelho segundo o Espiritismo, Alan Kardec. O espiritualismo.
- Letras de Geraldo Vandré, Raul Seixas, Belquior, Zé Ramalho, Osvaldo Montenegro, Renato Russo, Lula Côrtes (meu nobre parceiro).
- A vida e o cosmos.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Segredo


Por quanto tempo eu vivia parado
E procurava saídas;
Até que um dia me vi acuado
E pensando na vida.

Só era eu mesmo e não tinha pior
Era estrada comprida;
Esqueci a tarefa de salto e de cor
Mas pulei armadilhas.

Eu vi o sol e outras coisas brilhantes
Me fiz melhor e vivi outro instante
Sabendo bem pouco o suficiente
Vi que gente é pra ser gente...

No meu caminho havia uma menina
Que veio ensinar;
Sabedorias em que a vida leva à sina
Difícil de encontrar.

Não era mais só e havia um enredo
Com início, meio e fim;
E mesmo morrendo de medo
Tirei o segredo de dentro de mim.

terça-feira, 25 de março de 2008

Cerebral 1

A força reativa provocada pela desilusão pode servir, e deve, de instrumento para o ânimo necessário ao nosso bem-estar.

Cerebral 2

Há uma autopolítica compensatória: ora a gente quer se autodestruir ou sente ser uma nuvem de regozijo.

Cerebral 3

E eu, mais atento,
em meu cargo
de operário da procura;
A descoberta
Da separação
Do que é real
Ou ilusão
E do que nos faz bem
Dos pontos de vista:
Cartesiano,
Sentimental,
Energético
Mental
E cerebral!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Benefício

Nos intervalos da modernidade
A rede é um ócio necessário
Perigoso e inútil
Como quando concordamos
Com essa obviedade.

Frida frígida?
Jamais!

Pude compreender
A essência da imaginação
Coloquial e revolucionária
Como meu coração que parou
Para depois acordar.

Um cangaço de afeto

Sede na subida da serra, Água de cabaça pra beber. E a capemba do caldeirão Vem do pé de coco catolé. Esses brejos de altitud...