segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

SONETO DE MIM MESMO


Porque sou poeta e amo a excentricidade
De umas coisas que a outros não convém
Ando sempre a correr da hostilidade
Dos mil cretinos que esta cidade tem.

Já as mulheres, que pena,
Muitas detestam-me também.
É que eu dou carinho
Mas, na verdade, não enfeito
O pandeiro de ninguém.

Decerto que não sou nenhum portento,
Mas sei que tenho um pouco de talento
E louvo a Deus que altivo assim me fez.

Vós se me odiais por minhas mil venetas
Deixai-me em paz com as minhas costeletas,
Meu bigodinho e meu cachimbo inglês...

Se alternam

Cataclismos, seca e procelas Água que não brota da serra Bicho que não bebe e morre, Até a onça vai comer os bodes. Noutra...