A solidão
com vista pro mar de Marina
Trata-se
de 24 horas de Barra/Ondina
Vida nova;
para poder se reinventar
No caos
que, de repente, se instala
Depois vai
embora; a vida é uma saga.
Depois de
um charuto e uma fina baga,
Nem o sol
ou mar apagam minha brasa
O meu
histórico é mesmo de escrachado
Sou aquele
quem de você já traga, viu?
Por sinal,
não acredito mais neste Brasil.
Boto o pé
na rua e vejo uma repercussão
Ela está
em tal lugar. Ele está no sertão
Ele está
na seca brava da serra do torrão
Tão longe
destas máquinas, somos delas,
Aquelas
terras amarelas partem o coração.
Agora que,
depois de ir para o seu caos,
Não me
sinto nem um pouco tão mal
Na sua
bondade, a natureza é histórica
Somos
filhos da grande basílica católica
Jamais
duvidei do meu Deus até agora.
(Cristiano
Jerônimo Valeriano – 11092024)