Festival de
Música da ETFPE de 1990 – Prêmio Melhor Letra
As árvores
não iam morrer.............
Elas eram
as escadas da nossa vida
E eu tinha
sempre mil vidas a mais
Mas o
sonho de progresso
Acabou com
a paz...........................
Ainda que
os frutos não sejam sentidos
Eu me
lembrarei do que foi vivido:
Que as
árvores não iam morrer..............
Sob o bem
ou mal querer.......................
E tudo era
bem mais fácil (!)
Do que o
tempo que estou a ver..............
Ainda que eu não tenha fotos
Vou lembrar do que foi visto
Mas é que agora
As árvores não vão renascer
Agora só lembranças no mar
Mas não haverá nem lembranças
Quando acabar o nosso ar......................
Não tenho
mais a sorte do que eu tinha
De ver
árvores ao amanhecer.
E quando o
sol vier sem o verde
Vou me
esconder na televisão.
Ficar trancado
no meu quarto
Pra não
trancar meu coração
(Com o que
vou ver lá fora...)
Baby, o
sol não vai nascer
Quando
acabar as árvores
Baby, o
sol não vai se por
Quando
acabar as árvores.
Baby, o
sol......................!!!
Não vai.....................!!!!
(Cristiano Jerônimo Valeriano – Outubro de 1989)