sexta-feira, 12 de maio de 2017

Miséria e sonhos


Já estou cansado
De ter que ficar calado;
Mesmo tendo a razão,
Tudo está comprovado.

Fiel! Ninguém vai se salvar.
Ouvi ontem mesmo no rádio
E assisti detalhes na televisão.
Você tem dúvidas em acreditar?

Quantos Brasis vi em 42 anos...
Incrível. Foram todos enganos
Planos mirabolantes e roubos
Desemprego, miséria e sonhos.

Desafiam sociólogos de bares
Tira sono de operários nos lares
Mergulhados num país moeda:
Numa face, o ogro; noutra a poeta.



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Extremo


Esse calendário gregoriano
Esse relógio ponteiro suíço
Não nos fala sobre os anos
Mas exigem metas e planos

Na velocidade da rede 30
Os extremos se aproximam
Os esquecidos se eternizam
E os macacos usam as tintas

Essas datas católicas históricas
São Benedito da mesma retórica
Gostar sem ser correspondido
E ainda ter capacidade de amar

Não há mais egípcio lutando
Abaixo do Mar Vermelho
Nem há mais tolos índios
Se encantando com espelho

Práticas de assalto ao fraco
Natureza da própria fraqueza
Que veem o brilho da riqueza
E não sabem nem administrar.


Cristiano Jerônimo

Paz de espírito


O que fazer 
quando somente 
a mágoa preenche
a dor e o vazio...
Tenebrosos
Calafrios...

E o frio a só
Refrigera
Alma gêmea
Que perdeu
Seu irmão...

Deixe o verde
Da mata e o luar
Entrar-lhe na alma
E lhe transformar.
Te ensinar...

A usar a dor e o vazio
Para crescer e ver apenas
Que o nada é mesmo impreenchível
E a paz de espírito é bem melhor...


(Cristiano Jerônimo)

Aguerridas e bélicas

Venha entrar Na minha música. Venha provar Da minha poesia, Pra ver o novo dia. Vamos dar as mãos Como crianças Rodar...