domingo, 25 de setembro de 2016

Presente bem vivido


Quando eu tinha 15 anos
Me achava tão profundo.
E queria mudar o mundo
Compartilhar outros planos.

Todos aqueles ideais de liberdade
Se perdiam pelos becos da cidade;
Da elite que tanto fala mas não faz.

Meu coração está esvaziando; isso é bom.
Pois as coisas só enchem quando esvaziam.
De portas e janelas abertas para Anna, Ah! Anna!
Dos The Beatles...
Um sonho, incógnita não euclidiana,
Mesmo quando a gente se engana
E suspira pra dentro todas as expectativas;
Porque nenhum futuro é certo e garantido,
O passado desedificante merece ser esquecido
E o presente, sempre, muito bem vivido.

Quando eu tinha 15 anos
Me achava tão profundo.
E queria mudar o mundo
Compartilhar outros planos.

Todos aqueles ideais de liberdade
Se perdiam pelos becos da cidade;
Da elite que tanto fala mas não faz.


(Cristiano Jerônimo – 24.09.2016)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Epicentro da nossa consciência

Como se estivesse à beira da batalha espiritual entre os meus mortos, contemporâneos e feridos, a minha sobrevivência, a alegria de sorrir e o rosto sério de pensar profundo, sobre o que está abaixo do magma da alma, no epicentro da nossa consciência, me disse que o efeito é sempre em cascata. Mas relaxa! Pela eterna questão da sobrevivência, comum a todos, os sinais (faróis) nunca estarão numa mesma cor. O delírio amarelo do tempo pede atenção antes do foco vermelho do asfalto sangrento e frio em essência, chegar rodando como os pneus da motocicleta. Olhe, é de gente que eu estou falando. Pare, olhe e escute. Gente simples e gente ‘elegante’. Um Abutre me contou que essa estrada é uma via onde se precisa saber andar sozinho e também pilotar em grupo, sentindo liberdade e levando algum tipo de felicidade aos lugares. Foi inesquecível! Subir, subir...

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A pedra que jaz!



Bom dia!
Tem mais outro dia.
Tem o infinito também.

Bom dia!
Tem o mal espumando.
Há o que salve também.

Olá!
Eu queria mesmo te encontrar.
Só pra bater papo e conversar.

Quiçá!
Chegue o dia de andar na praia.
Sem ninguém correr da raia.

Até mais!
Eu só queria muita, muita paz; mas,
No calabouço, a pedra agora dorme e jaz.



(Cristiano Jerônimo - 15.09.2016)

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Genealogia da cidade

 
O dia amanheceu sorrindo, lindo
E as pessoas de papelão nem ligaram.
Passaram a noite em mais uma ilusão
E terminaram o outro dia igual ao outro.

Um já me disse que um barraco custa caro
E onde morava não tinha a quem pedir...
Ouviu falar em emprego, não sabia ler;
Queria mandar uma carta, sem escrever.

Escrever que a família mandasse passagem
Para ele voltar de uma desastrosa viagem,
Com gosto de deserto e um oásis de vertigem.
Mofo, poeira, poluição do nosso ar e fuligem.

Outros se jogaram no abismo da Duque de Caxias
E não se deram conta que era a própria vida que jazia.
Todos os outros estão no trabalho e em seus afazeres;
Com cara de segunda-feira e seus profundos quereres...


(Cristiano Jerônimo - 12.09.2016)

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Como a arte


(Para Lu Rabelo)
Eu pinto com as palavras faladas também
Escrevo minhas crianças e a cigana vem.
Vem sem eu chamar e a recebo feliz;
Falo com ela dos meus medos que vivi!

Não consigo viver longe do mar... Sou do sertão.
Não sei se vá, mas devagar não chego não...
Acelerada e de boa, vou conseguindo
Mudar faces que borram a imagem do nosso grotão!

Todas as ametistas e quartzos, Deus e o cão ---.
São apenas opções que tomaram meus irmãos.
E eu respeitei... Um a um... E, no mínimo, rezei.
Hoje, sei porque preciso mergulhar e sentir-me água.

Como parte de ti, mãe-poderosa, guia da mulher.
Que me aparece e me ajuda como outra guia.
E eu falo com as palavras pintadas também
Porque somos cores, perspectiva e frequência.

Como a arte, devoro a ciência...




(Cristiano Jerônimo)

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Por vir e voltar

Odeiam poesia
Porque, muitas vezes,
Não conseguem ‘desamargar’
O dia a dia...


  • O poeta é um analista de sentimentos considerado idiota por 90% das pessoas “normais e sadias” da terra. É isso mesmo, mas nasci poeta. Assim morrerei escondido ou aparecido. Aparecida está comigo.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

A crise crazy


Como é bom que já é outro dia
A madrugada estava mesmo fria.
Quando anoitece para se acordar
Buscam secos papelões pra esquentar.

E como é repetitiva a rua, e tão livre;
A vadiagem também é ócio criativo.
O dinheiro é que não foi bem bolado,
Qualquer um precisa de um trocado.

Nas avenidas principais buzinam atenção
De estar num carro possante e sem tesão.
Cada um dá um pouco do que tem em si;
O que é bom pra você tem que ser pra mim.

Que bom que vai entardecer e o sol se por;
Mais uma jornada de uma roda giratória,
Do agradecer pelo aperreio do trabalho...
E jamais decretar qualquer dívida moratória.


Essa crise crazy vai passar!!!