sábado, 18 de agosto de 2018

Primogênito



Para Victor Silva Valeriano

Meu primeiro homem,
Meu bebê menino
Com esse sangue do sertão.
Nossa amizade sincera
E um amor fraternal
São riquezas impagáveis.
Mais valiosos que os tesouros
Mais inimagináveis...

Ter você comigo é precioso
Porque também não é todo dia
Vamos fazer o dia maravilhoso
Em casa, na praia ou pescaria

Como bom pescador e caçador,
Você já pode sobreviver na mata.
Siga por uma trilha sem dor
E alegre-se sempre na palavra de Deus.
Dono do mar, do ar, da terra e do fogo.
Menino novo, ainda vai brilhar
Com seu caráter, personalidade líder;
Aprendiz da ciência política de dialogar.

Mire no futuro, meta, realidade... virtual
Tecnológica. Normal...
Faça o bem hoje e goze do amanhã
Vamos comer aquele bolo de maçã?
Que Vovó faz com creme de avelã.

- Filho, você é mesmo um cara legal!


(Cristiano Jerônimo  Valeriano - 18.08.2018)

Sempre indo



Para José Pedro Moreira Valeriano

Meu pequeno grande homem
Criança azul na terra e no céu.
Meu bebê,
Tua doçura e tua moral
Me comovem e mostram
Como teu espírito é bom.

Lembra da bicicleta
Com cadeirinha de bebê?
Eu lembro. Lembro muito de você.
Todos os dias eu estou contigo
Até nos dias em que eu não estou comigo.

No caminho, o papo é reto
Pra poder ficar esperto
Para andar no trilho certo.
Eu vejo o seu caminhar...
É tão lindo! Você sempre indo.



(Cristiano Jerônimo – 18.08.2018)

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

pra ser sempre feliz


eu também
queria um poema
que me encontrasse
um poema bem simples
Que me despertasse,
A palavra simplificasse.

eu também queria ir
e, quando fosse,
Esperaria pouca espera
na esfera desta vida
um sarado com feridas.
custou muito pra curar.

um poema libertador
e uns trocados no bolso;
o pé na estrada sem rumo.
só gasolina e beijos.

na mochila do destino
carreguei a minha vida.
a adolescência de menino
caindo e sarando a ferida.

também pastorei no campo
minhas belas ovelhas pretas
a bota gasta e o suor na testa
No chão pisando como algodão
com meu colete de coração
e a coragem de acordar todo dia
pronto para buscar ser mais feliz.


(Cristiano Jerônimo – 16.08.2018)

sábado, 4 de agosto de 2018

dos vícios



só porque
na minha longa
adolescência
eu vivia
em cemitérios
de cachaça,
não quer dizer
que eu, hoje,
praticamente,
não beba.
só fume.

quem é mais droga?
que é o vício?
o que é que mata?
quem é que morre?
quem é que fica?
quem é que corre?

congelar o passado
de uma criatura.
inadmitir sua reforma,
sua mudança, o coração.
estigma é mera ilusão
de uma cultura fascista
de uma política de fazer
com quê se desacredite
na possibilidade de viver.

não dá nem pra se fazer
de rogado...
tá na testa, colado!

que é droga?
quem é do vício?
o que é que mata?
quem é que morre?
quem corre disso?
quem é que fica
pra correr todo este risco?


cristiano jerônimo – 04082018

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Fim do amor carnal


enquanto você pensa,
eu pego o trem.
viajo em outro espaço
me procuro mais além.

e a única razão de viver
é ver teu sol renascer.

fica pensando bobagens,
eu vou pra o pique-nique.
vai ter samba com cerveja
e as nega alta pra dançar.

enquanto você chora,
não sei o que fazer.
divido suas lágimas
com você...

enquanto "cê" decide,
tô tentando acertar.
os seus ensinamentos
ficarão na minha memória
no tempo e no coração.

(No coração...)

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Roseiras de amor e espinhos



Eu olho. Teus passos...
Sem minha roupa assim.
Eu te sigo, em pensamentos.
Coleciono os espinhos
Das tuas roseiras
Que não eram tuas
Nunca foram e nem serão;
Nem deveriam.
“Ninguém é de ninguém”.
Uma alma livre e solta
Só caminha pro além;
Uma vai e outra vem.
Não há mais por que chorar;
Não tem mais o fogão
E nossa lenha acabou
Apagou-se o que era doce.
Não se chega à roseira
Sem ao menos se furar.
Nem sequer fugir da Rosa.
Que é posta no túmulo e no altar.



(Cristiano Jerônimo – 27.07.2018)

terça-feira, 24 de julho de 2018

Você sou eu com outro código de barras



TOMO I

São pessoas exatamente assim como se vê
Que afastam a relatividade do que pode ser
Estigmatizam num liquidificador tão pequeno
Não sabem coar as diferenças que precisam ser.
Ele está lá exatamente igual e diferente de você,
                                                        Que não crer.


TOMO II 

Na mais difícil, imensa e boa realidade paralela,
Nas pessoas que passeiam e desfilam passarelas
Eu sou o iguana, camaleão dos verdes juazeiros.
Sou astronauta, do cangaço e também sou vaqueiro
Viro a cabeça para entrar cego no raciocínio lógico
Da resolução do cálculo da mente cega e patológica
Estruturas lógicas que aceleram partículas da sinapse
                                                                    Semiótica.



(Cristiano Jerônimo – 23.07.2018)

Primogênito

Para Victor Silva Valeriano Meu primeiro homem, Meu bebê menino Com esse sangue do sertão. Nossa amizade sincera E um amor...