sexta-feira, 28 de março de 2008

Antagonismo das descobertas I


As coisas não são simples
o quanto muitas vezes
a gente imagina.

Também não são tão complexas
Como quando problematizamos.

As ilusões não são irreais
Como, objetivamente, descartamos.
A realidade não é nítida
Da forma exata como queremos.

A mentira, sim, é uma forma
Simples de enganar a sim mesmo;
A verdade a única maneira
De vibrar no cósmico
O despertar mágico
De ser melhor!

Antagonismo das Descobertas II


Mesmo se mirar
Fundo ao infinito
Buscando no Cosmo
O primordial
Haverá luzes
Entrando
Em buracos
Negros
E ilusões.

Mesmo se olhar
Para o limite
Que se expande
Haverá trevas
Entrando
Em foco
De luzes
E ilusões.


Mirar dentro
De nós mesmos
É acertar no alvo
Exato que nos faz encontrar
O caminho
Do antagonismo das descobertas.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Minhas influências literárias


- Cante de lá que eu canto de cá – Patativa do Assaré. Me ensinou a valorizar a rima e a retratar a realidade social.
- Zé Limeira da Paraíba, O Poeta do Absurdo, por Orlando Tejo.
- Catulo da Paixão Cearense. (a simplicidade do verso e a musicalidade das palavras)
- Manoel de Barros – Poeta do Pantanal. O lúdico essencial
- O Despertar dos Mágicos, Louis Pauwels e Jacques Bergier. Introdução no Realismo Fantástico
- Vida e obra dos surrealistas Salvador Dali, Paul Éluard, André Breton. O despejar das palavras
- Arthur Rimbaud (parnasiano e simbolista). A Poesia intimista
- Augusto dos Anjos, Eu e Outros Poemas. A autenticidade.
- Evangelho segundo o Espiritismo, Alan Kardec. O espiritualismo.
- Letras de Geraldo Vandré, Raul Seixas, Belquior, Zé Ramalho, Osvaldo Montenegro, Renato Russo, Lula Côrtes (meu nobre parceiro).
- A vida e o cosmos.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Segredo


Por quanto tempo eu vivia parado
E procurava saídas;
Até que um dia me vi acuado
E pensando na vida.

Só era eu mesmo e não tinha pior
Era estrada comprida;
Esqueci a tarefa de salto e de cor
Mas pulei armadilhas.

Eu vi o sol e outras coisas brilhantes
Me fiz melhor e vivi outro instante
Sabendo bem pouco o suficiente
Vi que gente é pra ser gente...

No meu caminho havia uma menina
Que veio ensinar;
Sabedorias em que a vida leva à sina
Difícil de encontrar.

Não era mais só e havia um enredo
Com início, meio e fim;
E mesmo morrendo de medo
Tirei o segredo de dentro de mim.

terça-feira, 25 de março de 2008

Cerebral 1

A força reativa provocada pela desilusão pode servir, e deve, de instrumento para o ânimo necessário ao nosso bem-estar.

Cerebral 2

Há uma autopolítica compensatória: ora a gente quer se autodestruir ou sente ser uma nuvem de regozijo.

Cerebral 3

E eu, mais atento,
em meu cargo
de operário da procura;
A descoberta
Da separação
Do que é real
Ou ilusão
E do que nos faz bem
Dos pontos de vista:
Cartesiano,
Sentimental,
Energético
Mental
E cerebral!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Benefício

Nos intervalos da modernidade
A rede é um ócio necessário
Perigoso e inútil
Como quando concordamos
Com essa obviedade.

Frida frígida?
Jamais!

Pude compreender
A essência da imaginação
Coloquial e revolucionária
Como meu coração que parou
Para depois acordar.

PISA DE CIPÓ DE CANSANÇÃO

( No espinhaço dos ladrões desta Nação ) Na esquina, um pipoco... Eco do topo da pirâmide, Das árvores mal plantadas Para fru...