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Quando o frevo tá 'frevendo', a galera bota pra torar |
Ele não vaga, ele anda
Cerne, cisne, no samba
De quem ao luar tem bamba
De quem sambou nas galáxias
E não ficou no mesmo lugar.
Só o amor o acorrenta!
Desde os anos oitenta
Ele sai para farrear...
Envolvido noutra roda de samba
Na avenida magistral dos enredos
Onde vão-se os anéis e ficam os dedos.
Cai do alto no afoxé, no batuque
Paisagem percussiva desta emoção
Se aquela alegria irradiante
Te incomoda, me desculpe
Sai da frente e segue adiante
Coração acelerado nas ladeiras
Pelo céu e pelo asfalto, vem do alto
O maracatu prateado e a rosa,
Bebendo aguardente com pólvora.
Vai descendo da Mata ao litoral
Vai tocando chocalhos nas costas
Está indo mesmo por que gosta
Da magia que clareia o carnaval
Na porta das igrejas inúmeras
Nas ladeiras de Olinda até a quinta
Quarta de Cinzas não tem fim
Carnaval é todo dia e tem índios
Os caboclinhos, sete flechas do planeta
Vem o Alto Zé do Pinho, Pacoal,
Santana, e aquela tribo que já foi.
(Cristiano Jerônimo – 30012023)
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Carnaval de Olinda: Vista da Ladeira Misericórdia, Quatro Cantos, Ribeira e Rua de São Bento |