sexta-feira, 1 de maio de 2009

1977 (a praça)



Sete vezes sete
Pecados e perdões
trinta e um anos
Longe dos sertões.

Olho a praça e acho graça
E o povo vem e passa,
Recordando as imagens
Da minha tenra idade.

Já não moro na cidade
Nem cultivo no campo.
Sou um homem global
Com as raízes da rural
E do jipe do meu pai.

Agora venho e passo
Como a vida fosse praça;
A cidade onde chorei,
Nasci, vivi e emigrei


Não me lembra a desgraça!

Quevedo (A hora...)

Eu não posso dar conta da realidade, Se toda vez que percorro essa cidade, Desponta luz toda sorte de iniquidades; Porque se diz ...