sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Três tempos e um voo






Era dentro de mim mesmo que morava a arrogância da inocência que só alguns justos, ainda mal moldados, possuíam. O outro, os outros eram apenas reflexos do mundo que víamos, como víamos, quando enxergávamos.





Foi dentro de mim mesmo, como um molusco marítimo que se aproveita temporariamente das conchas para se proteger, que me livrei da minha morte anunciada e devidamente abortada.





Será sempre dentro de mim que vou buscar a força necessária para superar a cada dia o que basta o seu mal. O trabalho será muito mais digno e gratificante do que apenas juntar em contas e cofres a matéria apenas.

MCMLXIV - ANISTIA NUNCA MAIS

A aridez das esquinas do povo Esse olhar velho que é novo Ninguém consegue explicar A doçura no rosto dos loucos Com essa insensat...