quarta-feira, 26 de abril de 2017

Se alternam



Cataclismos, seca e procelas
Água que não brota da serra
Bicho que não bebe e morre,
Até a onça vai comer os bodes.

Noutra metade da década, água
Sua queda é como chuva de ouro.
Com a minha avó, conheci anáguas
E com meu avô, a amansar touros.

O sertão, na verdade, é composto
Por dois sertões que se alternam.
Um que massacra e mata o bioma,
Outro que é paraíso e sempre soma.

Gado que morre. Vidas de colarinho.
Gente que morre. Morre sozinho.
Tem gente que não tem vizinho
E os mísseis nucleares são diversão.

Ninguém me engana neste cenário
Estou entre o “nunca” e o “é o jeito”;
Não aquele poder que acaba o Rio
E a cidade de Afogados da Ingazeira,
No Sertão.


(Cristiano Jerônimo)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O rumo do remo


O rombo está no roubo,
Não tem nem como se livrar.
O dono do poder está louco.
Com um afeto distorcido no ar.

Mas se o roubo aumenta o rombo
Abrir os olhos, frio e sem paixões
As coisas são como elas são e são...
O rumo do remo só você pode dar.

Convidamos policiais armados
Todos pra ficar do nosso lado
Pra lutar pelas melhorias sociais.
Mudar decisões absurdas e nefastas.

Se o que está embaixo é o de cima,
Eu vou primeiro porque tô atrasado.
Perdido no gelo desta sala e o clima;
Ah! Desse jeito, eu tô ficando aperreado.

Grileiro mata, garimpeiro mata, o ouro;
Cinta Larga vende diamantes para fora.
A motosserra tem voz e apetite de leão.
Saúde-se Chico, Irmã Dorothy, os Nortes.

(isso tudo sempre valerá a pena...?)


(Cristiano Jerônimo)

Todas as tochas da paz

Vamos Que a cadeia Não é lugar Pra gente não!... Mas tem uns homens Que roubam a gente E vivem contentes Com seus poder...