quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Carne e gasolina



É tão fácil se desesperar

Difícil é manter a calma

Para isso, respire fundo

Não vá perturbar a alma

Nem condenar o mundo

Sem as asas para planar.

 

Na avenida, a correria

Pelo pão de cada dia

Com bolachas e doces

A felicidade chega logo

Se superior e reto fosse

Deixaria tudo preservado.

 

Novo ataque aos nativos

Bandeirantes mau caracteres

Costumes ainda vivos

De um português alferes

Um brasileiro altivo

Que mais tu queres?

 

Não tem mais índios

O mais está colonizado

Não há independência

A porteira está fechada

O povo vai à excrescência

Arroba de carne, gasolina

Pela estrada, uma menina

Procurando a sua essência.


 

  (Cristiano Jerônimo – 04082022)

 

 

 

MCMLXIV - ANISTIA NUNCA MAIS

A aridez das esquinas do povo Esse olhar velho que é novo Ninguém consegue explicar A doçura no rosto dos loucos Com essa insensat...