sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Quanto dura e quanto vale

Senti que o frio foi embora
E não há mais o que aquecer.
Outros lençóis me descortinam
Outro amor me desatina a ver.

Descobrir o quanto dura
E o quanto vale um amor.
Descobrir o quanto dura
E o quanto vale o amor...

Incomensurável régua
De desatinos e imbróglios;
Eu sei que nasci para isso,
Construir o meu paraíso.

Não sou de contramão.
Um casal socorreu
Um motoqueiro
Caído.
Levou ao hospital
E tudo fez.
Será que a gente
Faz isso toda vez?
Não. Claro que não,
Eu respondo
E pronto.

Descobrir o quanto dura
E o quanto vale um amor...
É descobrir quanto dura
E quanto vale o amor.



(Cristiano Jerônimo)

Oportuna

Enquanto em nada se acredita,
O homem salta as maravilhas;
Se enreda em toscas armadilhas
E quando não vence, então grita...

Insensata direção, novo rumo...
Uma nova partida para atacar.
Um decolar da cor do céu dourado;
Um degustar do mais puro sumo...

Lealdade purificando o coração.
Em igreja, lindo altar dourado...
Mostra as faces da contradição.

Dar-se não custa quando se investe
Todas as fichas no que é apaziguado
Em algum lugar que reside no passado.



Cristiano Jerônimo

Rir no Crítico

Ao Mestre Ariano Suaçuna (era com “Ç” o nome do seu pai)



Um homem
que brincava
com as palavras,
de forma mágica
e de um tutano
de fazer inveja
a Beltrano e
a Fulano.
E de fazer
Todo um povo
Rir no crítico.







(Cristiano Jerônimo – 24.07.2014)

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O galope faz com que a dor suma em adrenalina

Pessoas que carregam rasga-mortalhas,
Que juntam suas tralhas e mudam-se
Para outro lugar...
Em novos ninhos de pássaros noturnos
Por dentro dos túmulos dos ancestrais
A multiplicar...

Não quero mais aquela chama de medo,
Nem guardar segredos que devo contar.
As estrelas são as mesmas,
Mas sempre mudam de lugar.

E eu segui... Procurando te encontrar.
Até te achar tão bonita de admirar;
Tua sinceridade e a tua dedicação.
Simplesmente por amor
Que cativa e cultiva o meu também.

Que se ama sem dar bola pra ninguém;
Fugindo e correndo para subir no trem
E viajar com seu grande amor bandido
E sincero, ao ponto de sacrificar seu sacrifício.

Vê-se tudo em convenções e estigmas
Que somem e superam o que é o amor.
A beleza é mais sublime do que a carne
E a tua me alimenta e alivia a minha dor.




(Cristiano Jerônimo)

domingo, 30 de outubro de 2016

Em vão


Um farfalhar de espumas,
Como a onda que quebra,
Arrasta os castelos
De areia e de nuvens...
Um domingo de sol
Ou nublado
De cinzas
Do que fora
Cremado.
Por nada,
Por tudo.
Por pouco,
Por muito.

Por muito
Pouco
Não foi

Em vão.

Se alternam

Cataclismos, seca e procelas Água que não brota da serra Bicho que não bebe e morre, Até a onça vai comer os bodes. Noutra...