
O poeta não é sábio
Não é mal nem é do bem.
Quando vai alguma coisa
Vai também um novo além.
Entre as tuas janelas,
O poeta está à mesa.
Deslumbrando teus sonhos,
Tuas cores e aquarelas.
Ele não é mole nem é duro.
Se for sem cheiro não se mede.
É tão são e ao mesmo tempo absurdo;
É imóvel que se mexe.
Nas tuas ruas me perco.
Vou achar sem partir
Fixando residência ao teu lado
Como é o que se foi
E o que está por vir...
Não é mal nem é do bem.
Quando vai alguma coisa
Vai também um novo além.
Entre as tuas janelas,
O poeta está à mesa.
Deslumbrando teus sonhos,
Tuas cores e aquarelas.
Ele não é mole nem é duro.
Se for sem cheiro não se mede.
É tão são e ao mesmo tempo absurdo;
É imóvel que se mexe.
Nas tuas ruas me perco.
Vou achar sem partir
Fixando residência ao teu lado
Como é o que se foi
E o que está por vir...