segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Por vir (o poeta)


O poeta não é sábio
Não é mal nem é do bem.
Quando vai alguma coisa
Vai também um novo além.

Entre as tuas janelas,
O poeta está à mesa.
Deslumbrando teus sonhos,
Tuas cores e aquarelas.

Ele não é mole nem é duro.
Se for sem cheiro não se mede.
É tão são e ao mesmo tempo absurdo;
É imóvel que se mexe.

Nas tuas ruas me perco.
Vou achar sem partir
Fixando residência ao teu lado
Como é o que se foi
E o que está por vir...

Limite dos sábios

Bem ao meu lado Eu não sentia você Que agora está com o rosto colado Para assistirmos tevê. Tomarmos um banho, um café... n...