segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Exilado do mato



É que o meu mundo

É o próximo mundo

Tudo muda num segundo

A dúvida toma conta de dia

Jovens constroem o novo

Com uma frustração cruel

E a frustração devora

Aparece a qualquer hora

O desejo e a expectativa

Ora lampejos de alegria

Ora a contrariedade

Me desafia toda a hora.

 

É por isso que,

No meio desse mundo,

Sou o pássaro da gaiola

Que fugiu para voar

Tímido na viola

Impávido pra falar

Passarinho não é da terra

Passarinho é do ar

Passarinho voa

Todo dia a trabalhar

Faça chuva ou sol

Sempre há um rouxinol

Disposto a planar e a cantar

Eu, exilado do mato,

Não sou daqui

Voei porque sonhei voar.

 

 (Cristiano Jerônimo – 25.01.2026)

Exilado do mato

É que o meu mundo É o próximo mundo Tudo muda num segundo A dúvida toma conta de dia Jovens constroem o novo Com uma frustração ...