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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Avô Materno


Minha avó Maria Marina de Rezende

Ao meu superavô Odilon Jerônimo de Oliveira Lopes (in memorian)

Sol e chuva, vento e ar.
Na peleja da viola onde está,
Geme em arrepios de devaneios.
Sem aperreios, tudo melhor.

Não tenho conselhos a ar
Mas sou aberto a novos conceitos.
Mas também não consigo trair
Tudo aquilo que existe em meu peito.

Em janeiro eu vou me embora de vez
Uma cabana na chapada da serra
E as plantações e o gado embaixo
Bodes cabritos, touros e rês...

Pois já dizia meu avô materno:
- Quem tem o mel, dá o mel.
- Quem tem o fel, dá o fel.
- E quem nada tem, nada dá.

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