sexta-feira, 19 de junho de 2020

Marshmallow




Nas pontes e avenidas
aterros e asfaltos
por baixo da cidade
e na classe baixa do alto.

Chiclete, Mentol e coração
no amor que não fizemos
naquilo que nós crescemos
na fragata com nossos canhões.

Hoje o encanto continua na floresta
na água encantada do brilho do mar
o profeta infantil quer que você veja
a morte inconteste e vã que é tão certa.

Os olhos matreiros dos coturnos
o irrepreensível gosto do beijo
nos luares mais belos e noturnos,
penso no que eu quero mesmo.

Pacata, quieta, serena
E toda ao contrário também.
Benévola, não é de ninguém.

Na sua alma tem um peito
Em seu peito, uma canção
E ainda o medo das feras.

Mas sempre arruma um jeito
Em seu peito, ouve uma canção
Me faz feliz como marshmallow.




(Cristiano Jerônimo – 190620 – 8h41/9h02)


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