segunda-feira, 1 de maio de 2017

O contraditório



Te enxerguei na neblina.
Uma névoa com ventania.
Encontrei em frente ao mar,
Beijei tua boca sabor de sal.

O vento dissipou e eu entrei.
A porta estava aberta, eu sei.
Cada um se garante em tese,
Sem contar com o que não fez.

O medo sem frio na barriga,
O contraditório sem intriga,
Mergulho sem nenhum medo
Dentro de um espelho d’água.

Cuidado com o outro, atento...
Como se tivesse cuidando de si.
Cuide de você também sem dó.
Para que alegria não dê um nó.

Quando dizes que sabes e tal
Penso no que a mente produz.
Afaste-se tudo que faz o mal
E que a estrada irradie a luz...





(Cristiano Jerônimo)

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