domingo, 30 de março de 2025

MCMLXIV - ANISTIA NUNCA MAIS



A aridez das esquinas do povo

Esse olhar velho que é novo

Ninguém consegue explicar

A doçura no rosto dos loucos

Com essa insensatez dos votos

O empilhamento dos corpos

O carro versátil que é moda

A limonada que é essa soda

A música brega que se toca

A frase clássica ao proferir

Dinheiro, às vezes, empobrece

Futuro é estrada sem direção

Aprumados seguem extradição

A mão do pandeiro que desce

A raiz da semente que cresce

Modernos homens da caverna

Arenas vis de Roma e Atenas

País de generalizada baderna

Boas vontades tão pequenas

Iludem os patos da democracia

Nem a força bruta nem canhões

Mas aulas para nossos corações.

 

 

(Cristiano Jerônimo – 30.03.2025 – Garanhuns/PE)

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

MCMLXIV - ANISTIA NUNCA MAIS

A aridez das esquinas do povo Esse olhar velho que é novo Ninguém consegue explicar A doçura no rosto dos loucos Com essa insensat...