É que o
meu mundo
É o próximo
mundo
Tudo muda
num segundo
A
dúvida toma conta do dia
Jovens constroem denovo
Com uma frustração cruel
Que a frustração
devora
Aparece a qualquer
hora
O desejo e
a expectativa
Ora
lampejos de alegria
Ora a contrariedade
Me desafiam toda a hora.
É por isso
que,
No meio
desse mundo,
Sou o pássaro da gaiola
Que fugiu
para voar
Tímido na
viola
Impávido
no falar
Passarinho
sem ter terra
Passarinho que é do ar
Passarinho assim voa
Todo dia a
trabalhar
Faça chuva
ou faça sol
Sempre há um
rouxinol
Disposto a
planar e a cantar
Eu,
exilado do mato,
Não sou
daqui
Voei e não sonhei voar.











