
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Dos automóveis ( capítulo 9)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
som da mata no açude do prata

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Desapropriação
A tua sinceridade
É dolorosa,
Indispensável
E nítida.
Incólume
Como
O que
Não sabemos,
Se sonhamos.
A minha motocicleta
Andou tantas léguas
Pra te encontrar inteira.
E as bolas de campo
Rolam tão corretas
Que um gol de lança
Eu ousei desperdiçar...
Na evidente partida.
Por conter energias,
Para salvar nossas vidas.
A tua sinceridade
Me maltrata,
Mas faz-me
Sentir-se
Seguro no mundo,
Por saber
Que as pessoas podem,
De fato, ser verdadeiras.
Sem hipocrisia,
Foram as dinastias
Que desapropriaram
O próprio homem
Da interlocução
Consigo mesmo.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Abaixo do nível do mar*

Há três fábricas juntas
Unidas na beira de um rio.
São as três oriundas
Do riscar de um fósforo,
Num pavio que o homem
Não imagina onde dá...
E acredita na vida
Acreditando em matar...
Três meninas juntas
Unidas na beira do cais
Jamais foram vistas
Lendo revistas,
Brincar carnavais...
Três casas afastadas
Tinham mais três estradas
Além de outras longe do lar,
Que era pequeno e longe das fábricas,
Próximas ao fim do medo
De se jogar no abismo que lhes era
Imposto...
...seu rosto, até hoje, não pude lembrar...
Vivo na cidade que afunda, que afunda
Ao mar.
É muito incerto habitar uma cidade
Que tem na noite o arrepio
Do escuro de um beco sombrio
Onde aquela menina orgasma trocados;
Tendo os olhos serrados;
Fitados num norte sem cor.
Ouvira falar de amor
Numa esquina da vida
Que desde a partida não custou a acabar...
Escrito em 1993 e publicado em 1999 no 2º Congresso Brasileiro de Escritores (UBE), 17 anos atrás.
Mauricéia,Veneza, Ribeira e Cidade...

Mauricéia
Ficarás sob o concreto
Dos lugares aterrados
Juntamente com a história
De uma batalha tão cruel
Entre lanças e armas de fogo.
Veneza,
Serás encoberta de águas
Nesse destino de lama
Na cama em que ti eu me deito
Teu leito perdeu a corrente
e tuas águas estão confusas no mar.
Ribeira,
Por debaixo de tudo
Há ti de verdade.
Nascestes tão simples
Virastes cidade
Para abrigar sua gente.
Cidade,
Quem são teus meninos?
Quem são teus amantes?
Quais são teus destinos?
Quem habitou você antes?
Respondes,
Estás contente, cidade???
Escrito em 1993 e publicado em 1999 no 2º Congresso Brasileiro de Escritores (UBE)
recife de rua
vagueia um menino qualquer
qualquer rua...
matura qualquer menino
vidrado na lua...
sobre a cidade
de água indecisa,
sob a verdade
crua e concisa
repousam as asas
da contradição:
do que é da terra de Deus
e o que é de um mundo de cão.
um rebanho de bichos do mato
...meninos...
...cidade...mata...
...MENINOS...
Escrito em 1993 e publicado em 1999 no 2º Congresso Brasileiro de Escritores (UBE)
MCMLXIV - ANISTIA NUNCA MAIS
A aridez das esquinas do povo Esse olhar velho que é novo Ninguém consegue explicar A doçura no rosto dos loucos Com essa insensat...

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Movimento Udigrudi - 1971-1981 No meio do Sertão pernambucano, no Brejo da Madre de Deus, cidadezinha a 180 km do Recife, ergue-se ...
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