sexta-feira, 3 de junho de 2016

O fogo e o gelo se perderam na camada de ozônio

A pele arde, mas tem sombra. Estes são os sentidos dos dois olhares que podemos ter, no mínimo, quando o sol escaldante ilumina e incendeia a grande bola azul de água. É verão no hemisfério sul e todos os animais saem de suas tocas. Quem tem pelo, no inverno, se agasalha. O casaco de Elizabeth era do mato e o sol não arde mais.

O fogo que arde e ilumina é o mesmo que limpa e recicla o tempo. Enquanto destruímos matas, a água produz vida. E nós destruímos. E isso ainda é pouco relevante aos governantes, eleitos pela vontade do povo. Educação!?

Retomando a questão do fogo e da água é inesgotável a mudança de estados do composto H2O. Mas os meninos não sabem sobre o que estou falando. Básico.

No sentido lato, assistimos duas forças poderosas que dão vida à terra – sólida, líquida e gasosa. Elas podem levantar ou afundar a terra. Já o centro de combustão vem do fogo maior do centro do sistema solar. As águas profundas dos mares e oceanos misteriosos, e com piratas, hão de terce-lhe lindos bordados em oferta cordial. Os piratas e os mercantes, os amantes solitários do cais que velejam suas emoções ao sabor dos ventos estarão a postos para sorrir para qualquer novo amigo.

E a pele arde, porque estamos mais próximos da nossa própria chama. O fogo que constrói é o mesmo das cinzas. O sol manda chuva. O sol leva a chuva. A pele arde no trabalho de quem não tem água para aguar sua lavoura, na maioria das vezes de subsistência. No sol de maior grau de evaporação d’água, semiárido em processo de desertificação.

O sol, astro-rei, cumpre sua função de viver o livre arbítrio e desafiar o homem, com a falta e o excesso, o frio e o calor, as estações e as marés. A lua. Traz a nós, seres humanos, a mesma responsabilidade de livre-arbítrio para saber o rumo que está tomando este planeta, onde a pele arde. Mas a vida é uma beleza!



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Cristiano Jerônimo ©

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