quarta-feira, 26 de julho de 2017

Suas telhas | as goteiras


O meu mourão é voltado,
O meu martelo agalopado.
E você não se engane, vai!
Mas vê lá como é que se sai.

O meu mourão é da vibe viva
É também a coceira da urtiga
É litoral, agreste, é meu sertão;
Tudo num mesmo paradigma.

Tudo de nada é nada. Noves fora,
Zero. Não é em uma nota que te quero.
Pinta o quarto de verde e amarelo
                            com uma bola vermelha.
Não esquece de vasculhar suas telhas.

As goteiras aparecem quando menos se espera.
Não adianta colocar o balde para resolver a água.
O problema não está no que cai, mas na goteira
Por onde entra a água que tanto nos incomoda...


(Cristiano Jerônimo - 26.07.2017) 

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